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"Valorização do metro quadrado: o que 2025 ensinou ao mercado imobiliário" - O Estado de S.Paulo - Cad. Negócios - Pág. B8.


Valorização do metro quadrado: o que 2025 ensinou ao mercado imobiliário
 
Escassez, localização e qualidade passaram a pesar mais que volume na valorização imobiliária no Brasil e no mundo
 
 
O ano de 2025 consolidou uma tendência que já vinha se desenhando no mercado imobiliário global: a valorização passou a ser cada vez mais seletiva. Menos guiada por volume e mais por fatores como escassez, localização estratégica e qualidade do ativo, a alta do metro quadrado premiou mercados capazes de sustentar demanda consistente e visão de longo prazo.
 
No Brasil, esse movimento ficou evidente fora do eixo tradicional. Capitais médias e cidades litorâneas ganharam protagonismo. Salvador, João Pessoa e Vitória figuraram entre os mercados com maior valorização percentual do ano, superando centros historicamente mais líquidos. Já no recorte de preço absoluto, Santa Catarina manteve sua liderança, com Balneário Camboriú e Itapema entre os metros quadrados mais caros do país, sustentados por imóveis de alto padrão, baixa oferta de terrenos e demanda recorrente.
 
O dado relevante não está apenas nos números, mas na lógica que se consolida: o comprador está disposto a pagar mais por localização, serviços, vista e qualidade construtiva, mesmo fora dos grandes centros financeiros. Trata-se de uma mudança estrutural no comportamento da demanda.
 
No cenário internacional, a lógica foi semelhante. Mercados com forte restrição de oferta e alta atratividade global lideraram a valorização. Cidades como Dubai, Tóquio e Budapeste se destacaram impulsionadas pela entrada de capital estrangeiro, estabilidade institucional e políticas favoráveis ao investimento. Na Europa, Portugal manteve protagonismo, com Lisboa e Porto sustentando preços elevados diante de estoque limitado e demanda internacional consistente.
 
O denominador comum desses mercados é claro: onde falta produto qualificado, o preço sobe — mesmo em ambientes de juros mais altos ou crescimento econômico moderado.
 
Para 2026, a expectativa não é de retração, mas de um ciclo mais racional. A tendência é de valorização segmentada, concentrada em regiões com escassez de terrenos, vocação turística ou residencial consolidada e projetos bem localizados, com diferenciais claros. Imóveis compactos em áreas centrais, produtos de alto padrão e empreendimentos alinhados a critérios de sustentabilidade e eficiência energética seguem como apostas mais resilientes.
 
O ciclo recente reforça uma mensagem importante para investidores, incorporadores e gestores públicos: o valor do metro quadrado deixou de ser apenas uma métrica de preço. Ele passou a refletir qualidade urbana, planejamento e capacidade de atravessar ciclos econômicos com consistência. Para o próximo período, mais do que expansão, o mercado exigirá disciplina estratégica.
 


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