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"Tecnologia e automação redefinem o setor imobiliário" - O Estado de S.Paulo - Cad. Negócios - Pág.B12.


Tecnologia e automação redefinem o setor imobiliário
 
Com o avanço das PropTechs no Brasil, o setor começa a romper a tradição analógica e se aproxima das práticas dos mercados mais inovadores do mundo
 
 
O setor imobiliário, historicamente marcado por processos burocráticos e forte dependência de intermediação presencial, passa por uma transformação relevante com o avanço da tecnologia e da automação. Em diversos países, soluções como inteligência artificial, blockchain e realidade virtual estão otimizando etapas da compra, venda e gestão de imóveis, tornando essas operações mais rápidas, seguras e acessíveis. Estudo da DataHorizzon Research estima que o mercado global de automação imobiliária tenha movimentado 5,6 bilhões de dólares em 2023, com projeção de crescimento acelerado nos próximos anos.
 
Nos Estados Unidos, por exemplo, modelos automatizados de avaliação de imóveis (AVMs) já são amplamente usados para precificação em tempo real – conforme relatório da Growth Market Reports. Na Europa e na Ásia, plataformas digitais permitem visitas imersivas, assinatura eletrônica de contratos e até registro de escrituras via blockchain. Essas soluções não apenas reduzem custos operacionais, como também melhoram a experiência do consumidor, cada vez mais exigente e digitalizado.
 
No Brasil, esse movimento tem ganhado força nos últimos anos. O crescimento das chamadas PropTechs — startups que aplicam tecnologia ao mercado imobiliário — é um dos principais motores dessa mudança. Estima-se que o segmento tenha movimentado cerca de 400 milhões de dólares em 2022 no país, com projeção de ultrapassar 1 bilhão até o fim da década – de acordo com a Grand View Research.
 
Ainda assim, os desafios são significativos. A digitalização plena esbarra em entraves como a integração com registros públicos, a adoção desigual entre grandes centros e cidades menores, e a limitação de investimento tecnológico por parte de pequenas imobiliárias e incorporadoras. Além disso, há uma necessidade urgente de modernização regulatória para permitir maior segurança jurídica em processos digitais.
 
Apesar disso, o cenário é promissor. A crescente demanda por soluções ágeis, a pressão do consumidor por mais transparência e a busca por eficiência operacional estão empurrando o setor para um novo patamar. O avanço da automação não significa substituir o fator humano, mas sim permitir que os profissionais se concentrem em atividades mais estratégicas e consultivas, agregando valor à experiência do cliente.
 
A tecnologia já não é mais um diferencial, mas uma condição para a sobrevivência e competitividade no mercado imobiliário. E embora o Brasil ainda esteja a alguns passos dos países mais avançados, o caminho já está traçado — e não há retorno possível.
 

 



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