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"Panorama geral do mercado imobiliário gera boas expectativas para 2024 " - O Estado de S.Paulo - Cad. Economia & Negocios - pág. B4.


Panorama geral do mercado imobiliário gera boas expectativas para 2024
 
Fatores como redução da taxa Selic, queda no desemprego, alterações no programa "Minha Casa, Minha Vida" e revisão do Plano Diretor de São Paulo estão entre alguns dos estímulos para esse cenário
 

Por Flavio Amary*

O ano de 2023 trouxe consigo uma série de desafios e oportunidades para o mercado imobiliário, refletindo as complexidades do cenário econômico global e, especificamente, do país. Mas, felizmente, nota-se possibilidades de melhores perspectivas para o setor no decorrer dos próximos meses.

Entre os destaques a serem citados estão os aluguéis dos imóveis comerciais, que acumularam a maior alta desde 2013 e tornaram-se ainda mais rentáveis. Para expressar essa progressão positiva, podemos tomar como exemplo o valor da locação das salas comerciais de até 200 m², avaliado em R$ 41,80/m², segundo dados da pesquisa do Índice FipeZap. Entre as dez cidades monitoradas pelo estudo, São Paulo se destacou com o maior preço médio, atingindo R$ 50,20/m².

O mesmo índice indicou que, em determinados períodos, os preços de venda de imóveis residenciais no Brasil também subiram, alcançando o valor médio de venda de R$ 8.622/m². No topo do ranking, capitais como Vitória, Maceió, João Pessoa, Goiânia e Florianópolis ganharam destaque no quesito.

A tão temida Selic, por sua vez, variável crucial para a economia, fechou o ano com uma queda de 0,5 ponto percentual, passando de 12,25% para 11,75%, conforme anunciado pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central. Para 2024, a projeção é que a taxa chegue em 9,25%, ao final do ano.

Apesar de conservadora, a redução permitirá expansão de crédito e juros menores. Aliada a esse fato, temos ainda a queda na taxa de desemprego para 7,7% em setembro, que, com um ambiente político mais estável, fortalece a segurança econômica e estimula novos negócios.

Ademais, há também o aumento no subsídio para o programa habitacional "Minha Casa, Minha Vida", que atualizou as faixas de renda beneficiadas e também aumentou o subsídio para as famílias das faixas 1 e 2. Não só isso, o valor máximo do imóvel para a faixa 3 também foi elevado, alcançando agora R$ 350 mil em todo o país.

Não podemos deixar de mencionar ainda a reforma tributária, em tramitação no Senado, que prevê mudanças no funcionamento da economia nacional como um todo, incluindo o mercado imobiliário. Em tese, a reforma simplifica a cobrança de impostos, além de trazer mudanças na taxação da renda e do patrimônio, alterações com repercussões importantes no segmento. No entanto, apesar de gerar expectativas ao setor, ainda é cedo para precisar cenários positivos ou negativos. Estamos no aguardo da definição de algumas lacunas, como a implementação de leis complementares e alíquotas.

Por fim, o novo Plano Diretor para São Paulo indica transformações urbanas e incentivos relevantes na metrópole. Um dos destaques fica para a ampliação de incentivos para a produção habitacional às famílias de baixa renda, além de ações destinadas à melhoria da mobilidade, sustentabilidade e qualidade de vida das pessoas. E, também, a atualização da Lei de Zoneamento da cidade, que impacta em milhares de quadras da capital paulista, submetidas a novas regras de altura de construção, proteção ambiental, incentivos para setor imobiliário e outras alterações.

A proposta está em linha com os termos aprovados no Plano Diretor, que é o adensamento mais elevado nos eixos de transporte e na porção do território que tem mais infraestrutura de transporte, água, luz, esgoto e empregos, mas ainda divide opiniões.

Em síntese, todos esses elementos simbolizam um cenário promissor para o mercado imobiliário. Apesar dos desafios inevitáveis, a postura otimista e a adaptabilidade frente às mudanças nos garantirão explorar oportunidades e seguir contribuindo para o desenvolvimento econômico do Brasil. E a FIABCI-BRASIL deseja a todos a construção de um 2024 ainda melhor!

* Flavio Amary é presidente da FIABCI-BRASIL, vice-presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção e vice-presidente da Confederação do Imobiliário dos Países de Língua Portuguesa. Foi secretário de Habitação do Estado de SP (2019-2022) e presidente do Secovi-SP (2016-2018).
 


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