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"Como reconstruir cidades pós desastres naturais e guerras?" - O Estado de S.Paulo - Cad. Esportes - pág. A22


Como reconstruir cidades pós desastres naturais e guerras?
 
Entenda a importância da atuação das comunidades, profissionais do setor da construção civil e governos na recuperação de regiões devastadas
 

Desastres naturais ganharam uma atenção maior no decorrer dos últimos anos. Devido a altos níveis de descaso ambiental por parte da população mundial, fica claro o aumento no número de devastações em diversas regiões do mundo provocadas pela força da natureza. Somado a isso, temos acompanhado guerras severas e violentas em curso. O resultado é tenebroso: regiões completamente desmoronadas, patrimônios destruídos, histórias e memórias apagadas e, o mais triste, milhares de vida perdidas.

Sabemos que uma das bases sociais, emocionais e de dignidade para os indivíduos é a moradia. E, para além de seus lares, todas as construções e edificações que formam uma cidade representam a cultura e vida de determinado povo.

Por isso, um papel importante do setor e profissionais da construção civil é pensar em soluções para devolver o sentimento de pertencimento às populações tão afetadas por essas tragédias.

Como primeiro passo, é importante pensarmos em um trabalho dentro de um ecossistema. Isso pressupõe a união entre diversos nichos da sociedade: comunidades locais, profissionais do ramo – arquitetos, engenheiros, entre outros – e forças governamentais.

O envolvimento dos cidadãos propriamente atingidos é essencial para o caminhar do processo. São esses personagens que irão apontar as particularidades e necessidades reais daquela comunidade.

Já os arquitetos e engenheiros devem se responsabilizar não apenas por construir abrigos temporários, mas em olhar para a relação do homem com o espaço.

Além de dividir todo o conhecimento técnico para soluções imediatas de acolhimento (galpões bem estruturados, readequação de construções que se mantiveram etc.), é preciso auxiliar as forças governamentais a pensarem em um plano macro de curto e longo prazo que traga não somente casa para as pessoas, mas também que construa empreendimentos vinculados à historicidade daquele local.

Aliado e esses dois nichos, forças governamentais não devem medir esforços para prover investimentos. Aumentar recursos financeiros para agilizar a reconstrução e atendimento total aos principais atingidos é obrigatório. Por isso, a importância de um olhar especial para coordenação entre município e setor privado.

Com esse trabalho coletivo, calcado essencialmente nessas três frentes de atuação, uma solução eficaz é construir e criar um número maior de espaços públicos nas regiões devastadas. Justamente porque nesses “novos”, “velhos” locais as pessoas que estão emocionalmente destruídas e perturbadas se reconectam. E, a partir daí, conseguem recuperar minimamente lembranças e memórias vividas ali.

Nossa responsabilidade, como profissionais do setor, é primeiramente acolher a dor das vítimas e estudar toda trajetória das construções dos locais que ficaram em ruínas. Só então conseguiremos compartilhar conhecimento e técnicas para reerguer urbanizações tão fundamentais para a história mundial.
 

 



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