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"Imóveis sustentáveis são tendência de mercado nacional e internacional" - Cad. Metrópole - Pag.14.


Imóveis sustentáveis são tendência de mercado nacional e internacional
 
Projetos ecológicos geram inúmeros benefícios ambientais e sociais, além de reduzirem custos operacionais a longo prazo
 
 

A sociedade tem buscado alternativas para um mundo melhor e mais ecológico. No setor imobiliário, as construções sustentáveis são a grande aposta para minimizar impactos ambientais, além de promover mais qualidade de vida e economia à população. Elas englobam a segurança e saúde dos operários, cuidados com a vizinhança e com o bairro, ações menos predatórias ao meio ambiente, controle de poluição proveniente da obra e gestão de resíduos, entre outras coisas.

A tendência, que veio para ficar, já exerce grande influência na hora de escolher um local para morar. Uma pesquisa desenvolvida pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) indica que 57% das pessoas entrevistadas afirmam possuir interesse em imóveis com espaços arejados e integrados com a natureza de alguma forma.

Assim, o paisagismo com foco em áreas mais verdes ganha mais adeptos. Os telhados verdes, por exemplo, são uma boa alternativa para alcançar esse objetivo em meio à urbanidade das grandes cidades. A partir deles, é possível cultivar diferentes vegetações e diminuir a temperatura ambiente do espaço, além de reter a água da chuva.

O uso da energia renovável também é uma forma de construir ambientes mais sustentáveis. A Agência Internacional de Energia (IEA) acredita que a produção de energia renovável mundial vai dobrar até 2027 e se tornar a maior fonte de eletricidade, ultrapassando o carvão.

Atualmente, temos como destaque a China. O país vivencia uma transição energética e vem se destacando como a região que mais investe em fontes renováveis.  Outros países, como Estados Unidos e Índia, também ocupam posições de destaque quando se trata do assunto.

Já na Europa, o investimento também se diz benéfico e para além de zelar pelo meio ambiente, tornando possível aos países do continente alcançarem maior autonomia com suas próprias produções energéticas.

Trazendo a discussão à realidade brasileira, o uso de fontes limpas de energia ainda é tímida, em comparação a outros países, mas também vem crescendo. A Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) afirma que, até o momento, existem mais de 1,5 milhão de pontos de geração para distribuição de energia solar no país, sendo que 78,7% dessas conexões estão em residências.

Entretanto, vale destacar que, neste mês de janeiro, finalizou-se o prazo para os consumidores pedirem a instalação de placas solares de geração de energia com isenção da taxa de distribuição até o ano 2045. Com isso, agora, todas as pessoas que instalarem os equipamentos para utilizarem energia solar terão que pagar um valor mensal pelo uso das redes de distribuição.

De certa forma, o ato pode ser visto como uma forma de desestimular mais investimentos na área. Porém, é importante ter em mente que pensar em sustentabilidade é necessário e nunca será algo desfavorável, apesar de todas as dificuldades que possam aparecer.

Construções sustentáveis são a nova realidade, sim, e sinônimo de estratégia. É pensar que, a partir de ações como essas, poderemos, aos poucos, mudar o mundo e obter posição de destaque em competitividade e economia, além de reduzir os custos operacionais a longo prazo. 

Um projeto sustentável, bem planejado e executado de obras, aliado ao uso de materiais sustentáveis e um plano eficiente de funcionamento e manutenção a longo prazo, gera inúmeros benefícios ambientais e sociais, além de ter maior valorização monetária do que um edifício convencional.
 
 


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