"O que esperar do mercado imobiliário com o novo governo?" O Estado de S.Paulo - Cad. Internacional - Pág. A12
O que esperar do mercado imobiliário com o novo governo?
Retorno do programa habitacional “Minha Casa, Minha Vida” e projeções que indicam queda na Selic são vistos como positivos para o setor.

2023 começa, mas alguns episódios se estendem ou se intensificam. Vivenciamos acontecimentos em diferentes partes do mundo, que afetaram diretamente o sistema econômico global. A pandemia é um exemplo e é importante lembrar que ainda carregamos sequelas deste período.
Além disso, temos a China, considerada a segunda maior potência econômica do mundo, que atualmente passa por uma desaceleração em sua economia. Junto a esses fatores, acompanhamos nos noticiários a guerra na Ucrânia, que continua a afligir e a impactar. E, no Brasil, vivemos, mais do que nunca, uma polarização política, que também exerce grande influência no Congresso Nacional.
Com todos os obstáculos, e mais a mudança de governantes, surgem novas preocupações e exigências. As expectativas são sempre altas e a esperança é de que o novo presidente traga consigo avanço e desenvolvimento em diferentes esferas. E com o setor imobiliário não é diferente!
Projeção do SindusCon-SP indicou um aumento do PIB da Construção em 7% em 2022. Alguns fatores, como a ressignificação do morar, que a pandemia trouxe, juntamente com algumas mudanças de condições para o financiamento de imóveis pelo antigo programa habitacional do governo, mantiveram uma demanda consistente.
Ainda segundo a entidade, para este ano, a estimativa é de um aumento de 2,4% para o setor, o que significa que o cenário ainda poderá render bons frutos, apesar de menos aquecido.
Ademais, o novo ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho, anunciou recentemente o retorno do programa de habitação popular “Minha Casa, Minha Vida”, antes “Casa Verde e Amarela”. E, a partir do comunicado, estima-se que cerca de R$ 10 bilhões sejam destinados a moradias populares.
Ao que tudo indica, o programa será positivo para o setor e conseguirá gerar ainda mais empregos, renda e movimentar a economia no país. De acordo com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), entre os anos de 2020 e 2022, a construção civil foi responsável pelo registro de mais de 430 mil novas vagas com carteira assinada e a probabilidade é de que o cenário só se fortaleça.
Quanto aos juros e a inflação, ainda há anseios por mudanças entre os brasileiros. Hoje, a taxa Selic está em 13,75% ao ano, mas conforme Boletim Focus, do Banco Central, divulgado na última semana, há uma projeção de 12,50% para o final de 2023. Uma pequena queda, sim, mas que já pode ser vista como positiva.
Fato é que, apesar das variantes e do momento da economia em que vivemos, as perspectivas ainda são otimistas. Sem dúvida, o segmento da construção é de extrema importância para o país e, independentemente dos governos, a habitação não deixará de ser essencial.
Sabemos como os programas habitacionais ajudam pessoas e impulsionam fortemente o mercado. Então, crescimento é o que podemos esperar do setor imobiliário para os próximos anos.

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