"Maldivas construirá primeira cidade flutuante do mundo" - O Estado de S.Paulo - Cad. Internacional - Pág. A12
Projeto, intitulado Maldives Floating City, visa entregar 5 mil edifícios, suportar 20 mil pessoas e ser uma forma de driblar efeitos climáticos que o país vivencia.

Quando falamos em Maldivas, é impossível não pensar em praias paradisíacas ou em cenários tropicais. Com mais de mil ilhas, o arquipélago está localizado entre Oceano Índico, Sri Lanka e Índia e tem uma população que ultrapassa 500 mil habitantes.
Atualmente, o país insular é um dos destinos mais cobiçados entre os turistas, mas, apesar de toda a sua beleza, vem sofrendo cada vez mais com as mudanças climáticas. Estima-se que, hoje, mais da metade de seu território esteja apenas 1 metro acima do nível do mar, o que desperta atenção para os problemas que esse fato pode ocasionar futuramente.
Com isso, recentemente, o local anunciou o desenvolvimento de um projeto que visa solucionar possíveis problemas de urbanismo, o Maldives Floating City, uma cidade flutuante.
Saindo do tradicional, esse tipo de povoação é caracterizado por construções desenvolvidas sob a água e tem se mostrado uma alternativa interessante para regiões que sofrem com questões ambientais e de localização.
Idealizado pelo escritório holandês de arquitetura Waterstudio.NL, juntamente com a Dutch Docklands e o governo das Maldivas, a inédita construção estará situada em uma lagoa próxima da capital, Male, sendo necessário uma viagem de 15 minutos de barco de uma localização para a outra.
Inspirada na vida marinha, a sua estrutura remete a um coral-cérebro, ligando diferentes pontos e canais. Assim, a cidade entregará 5 mil unidades habitacionais, com capacidade para suportar até 20 mil pessoas. Todas as construções serão em formato modular e seguirão tecnologias ecológicas.
Entre as construções que irão compor a área de 200 hectares estão as próprias casas, além de restaurantes, hotéis, bares e lojas. O espaço também contará com serviços básicos hospitalares e escolas.
O projeto de habitação promete entregar aos moradores e visitantes inovação e sustentabilidade. E, ao que tudo indica, os novos moradores já começarão a povoar a cidade em 2024, porém, a conclusão da obra está prevista apenas para o ano de 2027.
Há quem ainda questione essa nova forma de urbanismo, mas o setor imobiliário já pode considerá-lo uma realidade. A ONU (Organização das Nações Unidas), por exemplo, já estuda o formato como uma possível resposta às transformações climáticas do mundo. Mas, e você, acha que as cidades flutuantes podem ser consideradas as cidades do futuro?

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