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"Condomínios residenciais passam a oferecer serviços de hotelaria" - O Estado de S.Paulo - Cad. Política - Pág. A11


Novas tendências dos mercados imobiliário e hoteleiro visam priorizar a qualidade de vida e otimizar o tempo
 
 
De olho no futuro e após a mudança no perfil do consumidor com a pandemia de Covid-19, que afetou de maneira expressiva as atividades econômicas mundial e brasileira, empresas e investidores buscam alternativas para se manterem cada vez mais ativos e sustentáveis, acompanhando as últimas tendências do universo imobiliário.

O setor de hotelaria foi um dos que mais sentiu o efeito do isolamento social imposto pela pandemia. Conforme pesquisa realizada pela JLL, intitulada “Hotelaria em Números 2021”, em 2020, houve uma queda de 56% na taxa de ocupação e de 14,5% na diária média, levando a margem de Lucro Operacional Bruto ao nível de 3,9% negativos.

Um movimento que ganhou força nos últimos tempos foi o de residenciais com serviços de hotelaria, a chamada “hotelaria híbrida”, que já se tornava uma tendência pré-pandemia. A palavra “híbrida” define a nova forma que muitas empresas optaram por seguir suas jornadas de trabalho, divididas entre escritório e casa; veículos movidos por mais de um tipo de combustível/energia, e agora, também, os tipos de moradia.

Embora seja um conceito comum lá fora, o modelo ainda é novo no Brasil. Mas tem ganhado força entre os brasileiros, por conta da praticidade e dos custos oferecidos, e já há algumas iniciativas nesse sentido. Sem dúvida será uma tendência, tanto nos centros urbanos como em áreas de lazer, que, em razão da tecnologia que dispomos hoje, se tornaram regiões à primeira residência.

Para oferecer os serviços, as incorporadoras fecham parcerias com marcas, que ganham dinheiro dentro dos condomínios.

Em Orlando, no Estado da Flórida (EUA), por exemplo, já existem muitos residenciais no estilo resort de luxo, que proporcionam geração de receita por meio de locação de curto prazo. É uma forma também de competir com os aplicativos, já que os condomínios são administrados como hotel e oferecem serviços como restaurantes, concierge, lavanderia, governança, limpeza e manutenção.

E a evolução do mercado imobiliário não para por aí, trazendo novas surpresas que vão além da inovação tecnológica e que incluem desenvolvimentos sociais, culturais e ambientais. Atualmente, já é possível comprar um imóvel pela internet, com toda a parte burocrática resolvida remotamente, incluindo as etapas que exigiam idas e vindas aos cartórios. Essa comodidade, aliada à confiabilidade dos tours virtuais, faz com que as pessoas não precisem mais sair de casa para fechar negócio. Chamado de metaverso, é uma espécie de nova realidade, que integra os mundos real e virtual. 

Outro ponto importante é o de projetos sustentáveis. Se não passarmos a explorar o mundo com mais responsabilidade, as gerações futuras poderão viver em um mundo prejudicado, reduzindo as chances de crescimento econômico. Por isso, é essencial investir em técnicas que permitam um melhor uso e aproveitamento de materiais, além da redução de desperdícios.

Por fim, não podemos deixar de mecionar as casas inteligentes, com a conexão entre dispositivos domésticos, como, por exemplo, as Smart TVs, que permitem comandos de voz; e lâmpadas conectadas ao Wi-Fi, que podem ser desligadas com o celular.

A atual situação atual do país mostra que é hora de criar oportunidades, com adaptações que flexibilizem as condições e facilitem a vida do consumidor moderno.

Por José Romeu Ferraz Neto, presidente da FIABCI-BRASIL
 
 



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