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Novo centro de combate ao câncer da Cidade da Esperança desperta debate sobre envelhecimento populacional


Por meio do apoio filantrópico, fundação deve investir US$ 1 bi em empreendimentos voltados à pesquisa e tratamentos contra a doença nos próximos 20 anos.

 

 

Líder mundial na pesquisa e tratamento contra o câncer e outras doenças graves, a Fundação Cidade da Esperança, na Califórnia - EUA, inaugurou, no distrito de Orange County, localizado no Sul do Estado americano, um visionário centro abrangente para conduzir pesquisas inovadoras e tratamentos pioneiros sobre o câncer.

Viabilizado por meio de uma doação de US$ 50 milhões da Lennar Foundation, braço de caridade da construtora Lennar Corporation, o novo centro conta com 190 mil m² com 67 salas de exames e tratamento, 15 salas de consulta, um centro de infusão com 43 compartimentos de infusão e dez salas de tratamento de infusão privadas.

Exclusividades como a Hope Boutique, um salão de serviço completo e área de compras com cosmetologistas treinados para trabalhar com pacientes oncológicos também estão no projeto. Além disso, fazerm parte galerias de arte, um jardim de cura e um espaço exclusivamente dedicado para os membros da família dos pacientes se reunirem ou trabalharem.

A escolha do condado para sediar o centro não foi à toa e prova que as cidades devem se preparar para o envelhecimento populacional. Com 3,2 milhões de habitantes, Orange County é conhecida por ser demograficamente povoada por idosos.

Pesquisas internas da Cidade da Esperança indicam que um em cada cinco residentes deixa o condado para cuidados avançados do câncer. Outros estudos apontam que a taxa de incidência da doença na região deve aumentar em 18% nos próximos dez anos.

Em diversos países, a ampliação na expectativa de vida, bem como a previsão do aumento da população idosa, tem provocado mudanças no mercado imobiliário. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), até 2050, o número de pessoas com idade superior a 60 anos chegará a 2 bilhões. Em nosso país, a situação não é diferente. Em 2016, dados do Ministério da Saúde já indicavam que o Brasil tinha a quinta maior população idosa do mundo.

Quando se fala em envelhecimento populacional, muitas são as demandas dos indivíduos, e elas evidentemente ultrapassam as questões de saúde. É certo que é importante que os setores público e privado se unam, a fim de garantir que mais empreendimentos como o centro de pesquisas e tratamento de Orange County sejam implementados ao redor do mundo. No entanto, é necessário ir além das questões sanitárias.

Além das esferas econômicas e sociais, ter mais idosos no mundo envolve também a importante necessidade de planejamento urbano. É necessário que as autoridades estejam cientes que a maioria das metrópoles ainda não estão prontas para abrigar uma população mais velha.

A fim de incentivar a mudança desse cenário, a OMS desenvolveu a Rede Global de Cidades e Comunidades Amigas das Pessoas Idosas (GNFACC), que identifica as cidades com estruturas inclusivas para incentivar o envelhecimento. Das 805 cidades espalhadas pelo mundo consideradas bons lugares para idosos, apenas 18 são brasileiras.

Ao setor imobiliário vale o pensamento de que a maioria das questões que envolvem a qualidade de vida da população mais velha, como caminhar nas ruas, áreas verdes acessibilidade do transporte público e elementos que garantem o bem-estar desta população está em nossas mãos.

A Cidade da Esperança tem feito sua parte. O objetivo é investir mais de US$ 1 bilhão, alimentado em parte por apoio filantrópico. no projeto, que prevê a substituição de edifícios ultrapassados por instalações modernas e fornecer diretrizes para planejamento do local, projeto arquitetônico, paisagismo, iluminação, conservação de recursos, sinalização e arte pública envolvendo novas construções.

No entanto, ressaltamos que, apesar de importante, é necessário que os investimentos do mercado não se restrinjam a construção de hospitais. Ações de prevenção, que promovam a qualidade de vida são de extrema relevância. Neste sentido, o investimento em cidades amigas da população idosa no que diz respeito à mobilidade urbana e acessibilidade podem ser uma solução fundamental.

 

 


 



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