
Após dois anos, o Prêmio Master Imobiliário chega à 28ª edição em seu formato original presencial, sob o tema “Uma Cidade Inclusiva”. Promovido por FIABCI-BRASIL e Secovi-SP, o evento, considerado o “Oscar” do setor, trouxe espetáculos artísticos e cases de sucesso, além de assuntos extremamente pertinentes para o momento atual.
A premiação foi realizada em 24 de agosto, no Clube Atlético Monte Líbano, em São Paulo, e consagrou 22 trabalhos, subdivididos nas categorias profissional (15) e empreendimento (7), ambos escolhidos por uma comissão julgadora. Além disso, houve o prêmio hors concours, definido pelas entidades organizadoras, que homenageou o engenheiro Adalberto Bueno Netto.
Mediada por José Romeu Ferraz Neto, presidente da FIABCI-BRASIL; e Rodrigo Luna, presidente do Secovi-SP, a cerimônia contou com a ilustre presença de Susan Greenfield, presidente da FIABCI Mundial, que veio ao Brasil especialmente para prestigiar o Master.
O evento teve início com uma saudação otimista de José Romeu, que expressou sua satisfação em ver a premiação voltar ao seu formato original. “É uma alegria enorme, após dois anos de pandemia, termos a oportunidade de estar nesta linda festa para, mais uma vez, celebrar a excelência de empreendedores e profissionais imobiliários.”
A cerimônia também exibiu um espetáculo musical em que jovens atores, bailarinos e cantores – dirigidos por Richard Luiz e coreografados por Fernanda Chamma – interpretaram adolescentes que questionavam os motivos de a cidade onde vivem não serem inclusiva, acessível e sustentavelmente desenvolvida.
Refletindo sobre o musical, o presidente da FIABCI-BRASIL afirmou que os questionamentos abordados pelos jovens eram mais do que pertinentes. “São as perguntas que nos fazemos todos os dias: por que não temos cidades mais inteligentes, funcionais e inclusivas, onde todos possam viver com mais igualdade?”
Luna completou que, se tais demandas ainda são questões, não é por falta de inspiração do setor imobiliário, que há anos debate modelos de ocupação urbana mais adequados à população de forma geral. “Enxergamos no adensamento inteligente o melhor caminho para ofertar em todo país lares em locais com infraestrutura urbana instalada e a preços acessíveis à população.”
O fenômeno pode ser visto em diversas cidades no mundo, onde as pessoas podem viver em regiões centrais próximas de onde trabalham, estudam, cuidam da saúde e têm acesso ao lazer e à cultura. Ao assegurar esta oportunidade a todos os cidadãos, menores são as despesas com a instalação de equipamentos urbanos.
Cidades compactas beneficiam um maior número de pessoas e propiciam a convivência harmoniosa entre os diversos grupos da sociedade, com custos mais baixos, melhor qualidade de vida, segurança e serviços públicos mais eficientes. Além disso, elas geram uma maior arrecadação em impostos para que os governos possam atuar de maneira mais eficaz em áreas como saúde e educação.
De acordo com o presidente do Secovi-SP, o adensamento inteligente trata-se de um modelo funcional de inclusão que, no entanto, depende de legislações aderentes a este objetivo. “Nossa missão é contribuir para que essas legislações sejam modernizadas, de modo que as cidades possam, definitivamente, seguir nesta direção. Só assim, teremos, amanhã, um convívio equilibrado e com oportunidades para todas as famílias brasileiras.”
Conforme José Romeu, essa é uma luta de toda a sociedade civil, e que não se limita a uma interlocução com governadores, prefeitos e parlamentares. “O Brasil pode definir um grande plano de desenvolvimento urbano para bem atender uma população, que em pouco tempo estará 90% concentrada em cidades.”
Os executivos exaltaram, além de uma política habitacional perene, que garanta o acesso à moradia digna em suas diversas modalidades, o Brasil precisa de uma política nacional de investimento em infraestrutura, que defenda o crescimento sustentável e incentive soluções técnicas e economicamente viáveis.
Eles também reafirmaram, em nome das instituições, a defesa dos princípios básicos do Estado Democrático de Direito. O presidente da FIABCI-BRASIL destacou a necessidade de união. Segundo José Romeu, radicalismo e polarização não combinam com o Brasil. “Sempre fomos uma nação pacífica, solidária e unificada. Sempre fomos irmãos brasileiros. Não há nada que justifique qualquer separação.” O presidente do Secovi-SP completou afirmando que, em tempos de acirramento social, as instituições defenderão a liberdade em todas as suas formas de expressão.
Os dois reiteraram ainda que o mundo passa por um delicado momento de inflexão, com desabastecimento mundial generalizado, perda de renda, risco de recessão global e intensificação das desigualdades. No entanto, ressaltaram que a indústria da construção civil e imobiliária conseguem, comprovadamente, mitigar estes efeitos, já que ambas têm condições de combater o déficit habitacional e promover o crescimento econômico, criando oportunidades de trabalho.
Conforme os executivos, o amanhã começa agora e vem sendo construído concretamente pelas atividades reconhecidas e valorizadas nacionalmente, e exemplificadas pelos vencedores do Prêmio Master Imobiliário, cases que se tornam tendências de mercado em diversos Estados do Brasil.
O Master Imobiliário 2022 contou com o patrocínio de Atlas Schindler, Bradesco, Comgás, Estadão e Grupo Bandeirantes, e a cerimônia será transmitida pelo canal BandNews nos dias 3 e 4 de setembro. As inscrições para a 29ª edição da premiação já estão abertas e podem ser realizadas pelo site www.premiomasterimobiliario.com.br. O link também traz os ganhadores deste ano.
