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Eletromobilidade acende importante debate no setor imobiliário


 

Instalação de carregadores de carros elétricos em áreas comuns e divisão dos custos da eletricidade tornam-se temas recorrentes em reuniões de condomínios.

 

Ágeis, eficientes e menos poluentes, os veículos elétricos estão cada vez mais próximos da popularização. Apesar dos custos elevados e proibitivos para grande parte das pessoas, os especialistas garantem que as vantagens valem o investimento, já que se trata de um custo-benefício a longo prazo.  

 

Com motores econômicos, os automóveis movidos a energia elétrica são capazes de proporcionar a mesma ou maior agilidade no dia a dia. Como principais atrativos, dois pontos pesam a favor de sua aquisição: o custo do abastecimento, considerado relativamente mais baixo que os combustíveis fósseis; e o principal, o fato de serem menos poluentes.

 

Quando comparados aos modelos tradicionais em circulação, os veículos elétricos emitem 33% menos gás CO2, já que não produzem fumaça e a maior parte da produção de gás carbônico ocorre durante a fabricação do carro, limitando a área de abrangência da poluição.

 

Segundo relatório da BloombergNEF, já existem mais de 20 milhões de veículos elétricos em circulação mundo afora, número que deve dobrar até o final de 2023. No Brasil, eles passam de 90 mil, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE).

 

Apesar de uma quantidade relativamente baixa, quando comparada a países como Noruega, Islândia e Suécia – onde a eletromobilidade está mais avançada e os carros totalmente elétricos representam mais de 5% entre os veículos novos em circulação –, há um público que se interessa por eles e o setor imobiliário se movimenta para atender à demanda desta população. 

 

As novidades atendem a um público que está cada vez mais preocupado com as questões ambientais e com o futuro do nosso planeta. No entanto, nem todos os proprietários de veículos elétricos estão em vias de adquirir novas moradias ou mudar de casa. A maior parte é consumidor, que vive em condomínios comuns, sem soluções pensadas de carregamento para seus carros ou bikes.

 

Conforme publicação do jornal americano Washington Post, o tema tem sido bastante debatido por associações de moradores durante as reuniões de condomínios. Questões como instalação de carregadores em áreas comuns e divisão dos custos da eletricidade que consomem são pautas recorrentes entre as reclamações.

 

Na Austrália, o The Guardian aborda os obstáculos que as pessoas enfrentam quando desejam utilizar veículos movidos a eletricidade, instalar painéis solares ou mudar o aquecimento de gás para elétrico. Conforme a publicação, os interesses de moradores e investidores estão em desacordo quando se trata de melhorias que reduzirão as emissões, mas custarão dinheiro no curto prazo.

 

Ao que tudo indica, num futuro próximo, os veículos elétricos devem tomar ainda mais as metrópoles, algo que, consequentemente, deve reduzir custos e sanar problemas, como a baixa oferta de postos de recarga e a divisão de custos em condomínios entre os que optarem pela nova tecnologia e os que preferirem carros convencionais. Até lá, seguiremos atentos ao mercado imobiliário para saber quais soluções serão pensadas para resolver tais questões. 

 

 

 



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