
Qual a emoção de participar de um evento da grandeza do MIPIM após dois anos de pandemia de Covid-19?
Muita felicidade e honra, principalmente por representar o capítulo brasileiro da federação neste que é considerado o “Oscar” do setor imobiliário. Embora menor e com menos público que os anos anteriores à pandemia, esta edição foi especial por representar um retorno às atividades, uma sensação de que as coisas estão voltando à normalidade.
Quais temas urgentes o encontro trouxe nesta edição de retomada?
As palestras sobre metaverso, assunto que está em grande ascensão, foram as que mais despertaram interesse do público, já que o mercado imobiliário também migra à denominada web 3.0. ou Second Life, lugar para se conectar e interagir. Outro tema de grande relevância foi ESG, que ocupou grande parte da agenda do evento e tratou um dos pilares desta nova sigla: meio ambiente, sustentabilidade e inclusão no desenvolvimento das cidades.
E, para você, teve algum momento especial que vai ficar marcado na história do MIPIM?
Como ponto alto, destaco o maior número de mulheres no evento, muito mais que nas edições anteriores, além da presença de painéis que abriram debate à equidade salarial, diversidade e protagonismo feminino. Além disso, o encontro não poderia deixar de citar as grandes transformações trazidas pela pandemia, algo que nos forçou a repensar nosso estilo de vida e o modo de fazer negócios. O mercado imobiliário manteve o seu protagonismo. As residências deixaram de ser dormitórios e nelas foram incluídos espaços de trabalho. Os escritórios se reinventaram, bem como as indústrias se ajustaram às novas necessidades.
Qual o papel do MIPIM no que se diz respeito a ditar as demandas urgentes do setor imobiliário?
Os desafios são constantes, e, num evento com a grandeza do MIPIM, resta mais evidentemente a importância do mercado imobiliário e o compromisso com todas estas esferas. O espaço para o debate num evento como esse é fundamental para o crescimento do setor.