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Especial - Símbolo de revitalização urbana, Complexo Cidade Matarazzo foca na cultura brasileira como principal ferramenta de soft power


A FIABCI-BRASIL é uma grande entusiasta da revitalização dos espaços, sejam eles públicos ou privados, pois ela permite às cidades gerar experiências positivas e diminuir os impactos ambientais, além de promover a diversidade, a coesão social e a economia, por meio da criação de emprego e da reavaliação de áreas urbanas que favorecem um maior retorno do investimento.

 

Graças à revitalização urbana, um verdadeiro tesouro paisagístico de São Paulo, que já foi considerado uma das maiores áreas verdes privadas da cidade, acaba de ser reinserido ao roteiro turístico e cultural da capital paulista: o Cidade Matarazzo, novo complexo imobiliário, localizado no Centro, avaliado em R$ 3 bilhões.

 

Com um título de ambiente seis estrelas, o complexo de 27,4 mil metros quadrados integra o cobiçado terreno que abrigava o antigo Hospital Umberto Primo e a Maternidade Matarazzo, onde nasceram 500 mil pessoas, porém estava abandonado desde 1993.

 

A mente por trás do complexo é o empresário francês Alexandre Allard, do Groupe Allard, responsável por diversos projetos de revitalização mundo afora.

 

Próximo à Avenida Paulista, cartão postal do Estado, o espaço só ficará totalmente concluído em meados de 2024. Totalizando 160 quartos, com 46 já inaugurados, este é o primeiro hotel da rede Rosewood Hotels & Resort na América Latina. A ela pertencem grandes nomes como o Crillon, de Paris; o Carlyle, de Nova York; e o Castiglion del Bosco, na Toscana.

 

Quando finalizado, o complexo deve abrigar 11 prédios e contar com galeria de arte, parque com escritórios para empresas de economia verde, mercado de produtos orgânicos e shopping. As obras de arte, inclusive, estão entre os grandes chamarizes do projeto. Ao todo, são 450 de 57 artistas brasileiros, dentre eles o aclamado Vik Muniz.

 

Tanto no hotel como nos bares e restaurantes, é possível apreciar a valorização da cultura brasileira. A biblioteca abriga títulos nacionais como “O Povo Brasileiro”, de Darcy Ribeiro; “Grande Sertão: Veredas”, de Guimarães Rosa; e outros tantos de Clarice Lispector. Além disso, em todo o complexo, há elementos típicos brasileiros, desde um drinque nomeado Rabo di Galo, passando pelo projeto paisagístico que faz menção à flora tropical brasileira até as diversas pinturas de artistas indígenas.

 

Em entrevista à revista GQ, Allard disse que pretende “vender o Brasil” com uma exposição itinerante da arte e cultura nacionais. “Eu me apaixonei por este país ouvindo Chico Buarque, Caetano Veloso e Gilberto Gil, num festival de música na Córsega, nos anos 1980. O soft power brasileiro é poderoso, mas precisa ser racionalmente exportado.”

 

O termo em inglês diz respeito à capacidade de uma nação de influenciar as preferências e comportamentos em cadeia internacional, por meio da atração ou persuasão. Ele acredita que uma marca nacional forte permite que um país se promova como um lugar para as pessoas visitarem, investirem e construírem uma reputação por sua qualidade de bens e serviços.

 

 

 

 



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