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Pensata – Tendência mundial: revitalização de espaços públicos diminui impactos ambientais, promove diversidade e coesão social e movimenta economia


A revitalização dos espaços públicos permite às cidades gerar experiências positivas e diminuir os impactos ambientais, além de promover a diversidade, a coesão social e a economia, por meio da criação de emprego e da reavaliação de áreas urbanas que favorecem um maior retorno do investimento.

No Brasil, o mais recente projeto entregue é o de revitalização da região do Vale do Anhangabaú, em São Paulo, que contempla áreas do Viaduto do Chá, Viaduto Santa Ifigênia, Vale do Anhangabaú, Praça Ramos de Azevedo, trecho da Avenida São João, Praça do Correio, escadaria da Rua Doutor Miguel Couto e parte da Avenida São João entre a Avenida Ipiranga e a Rua São Bento, além de 8.730 m² das Galerias Formosa e Prestes Maia.


As obras, avaliadas em R$ 105 milhões, garantirão novas opções de lazer, esportes, cultura, educação, empreendedorismo e gastronomia à região. Com 850 fontes que podem operar isoladamente ou até mesmo formar um espelho d’água e 12 quiosques que abrigam serviços, comércio e alimentação, além de uma pista de skate com 981,3 m², o local voltará a ser atrativo à população da capital. Vale destacar que o sistema utilizado nas fontes é fechado e tem capacidade para armazenar até 680 m³ de água, sendo 90% dela reaproveitada.

A vegetação, por sua vez, foi pensada como parte fundamental do projeto. Para a realização das obras, 355 árvores foram preservadas ao longo do vale, 177 novas foram plantadas e 56 foram transplantadas. Hoje, são 532 no total. O sistema de iluminação do espaço também passou por mudanças. Vinte e oito pontos de iluminação com 18 metros de altura foram distribuídos pelo local, além de 103 pontos de iluminação sob as árvores e 172 pontos de iluminação para pedestre.

A revitalização do antigo Vale do Anhangabaú é um exemplo de que, à medida que as metrópoles se desenvolvem, é necessário redesenhar os espaços, com mudanças que beneficiem a população e acompanhem a evolução. Nesse sentido, unir a iniciativa privada e o poder público, para produzir políticas urbanas de qualidade, além de inteligente, cria mecanismos que diminuem as diferenças e criam oportunidades a todos.

Um dos exemplos mais bem-sucedidos que podemos citar atualmente dos ganhos que essa união pode trazer às metrópoles é o projeto de revitalização da Antiga usina termelétrica Battersea Power Station, em Londres.

Construída em 1935, à margem Sul do Rio Tâmisa, em Battersea, distrito localizado na região de Londres, na Inglaterra, a Battersea Power Station foi uma usina termelétrica de grande relevância durante seus tempos áureos, que utilizava o carvão como principal matéria-prima. Após décadas abandonada, desde sua desativação em meados de 1980, ela ressurge como um dos maiores empreendimentos urbanísticos do mundo.  

A “nova” Battersea, avaliada em 9 bilhões de libras – cerca de R$ 67 bilhões pela conversão direta –, contempla a transformação de cerca de 2 milhões de metros quadrados. E, ao final das obras, abrigará um conjunto residencial com 4.239 apartamentos, um conjunto de escritórios, 25 restaurantes e cafés e um imenso food hall de 18 mil metros quadrados, denominado Circus West Village, além de uma estação de metrô, a Northern Line, que promete aumentar a conectividade da cidade.

Resultado da iniciativa da parceria público-privada, o complexo manterá a estrutura arquitetônica original de usina, mesmo com as obras de modernização – uma forma de preservar a memória histórica do local.

Os investimentos em cidades bem planejadas trazem retornos financeiros em forma de tributos, geração de empregos e valorização de áreas urbanas. É uma fórmula básica para equilibrar o rumo das cidades em busca de um futuro mais próspero e sustentável: uma boa urbanização paga o seu próprio custo ao gerar um círculo virtuoso de melhorias e novos investimentos.



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