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Especial – Mesa Redonda debate impactos da pandemia de Covid-19 e como devem ser os cenários político e econômico em 2022


Sob o tema “Perspectivas econômicas e políticas para 2022”, FIABCI-BRASIL e Secovi-SP despediram-se de 2021 com um de seus mais tradicionais eventos, o “Mesa Redonda”. Na ocasião, o presidente do capítulo brasileiro da federação, José Romeu Ferraz Neto, dividiu a mesa de debates com dois importantes jornalistas: Juliana Rosa, do Grupo Bandeirantes, e Marcos Guterman, do jornal O Estado de S. Paulo.

O debate também teve o intermédio de Basilio Jafet, então presidente do Secovi-SP, recentemente substituído por Rodrigo Luna, que deve comandar o sindicato da habitação até 2024. Em sua fala inicial, Jafet destacou os impactos que a pandemia de Covid-19 trouxe ao setor imobiliário, período no qual o mercado apresentou um bom desempenho, apesar da crise econômica e sanitária.

“Com a pandemia, houve a ressignificação da casa própria. As pessoas passaram a dar mais importância ao lar e houve um aumento significativo de demanda. Houve também uma facilitação na aquisição, em função dos juros que caíram, permitindo que as pessoas tivessem maior capacidade de adquirir imóveis. Essa mistura resultou nos bons números de mercado observados em 2020 e 2021.”

 

No ano passado, o mercado financeiro atingiu recordes históricos, e os preços dos imóveis dispararam em várias das maiores economias do mundo. No caso do Brasil, conforme dados de novembro de 2021, o Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R), medido pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), indica um aumento de 15,76% nos preços dos imóveis residenciais. Só a cidade de São Paulo registrou um crescimento de 21,02%.

 

Para 2022, o setor segue confiante, já que a demanda continua crescente, mesmo com a preocupação diante do aumento nos custos dos insumos, materiais de construção e mão de obra.

 

O presidente da FIABCI, por sua vez, fez um retrospecto dos bons números obtidos nos últimos anos e mencionou o desafio de saber como o próximo ano deve se comportar com as taxas de juros e inflação em alta, além do cenário político em ano eleitoral.

 

Conforme José Romeu, há a necessidade de investimentos em infraestrutura. “Ao lado do mercado imobiliário temos a infraestrutura, que depende do cenário político, que depende da inflação, que, por sua vez, depende dos juros. É uma corrente com vários elos que precisa caminhar sincronizada.”
  

Já o diretor de Opinião do Estadão destacou as dificuldades que uma polarização pode trazer. E chamou a atenção para a necessidade de, ao votar, o brasileiro focar no que é importante. “É necessário fazer a trajetória de onde viemos, onde estamos e para onde queremos ir. Há um consenso de que a eleição 2022 será a mais importante desde a redemocratização.”

 

Para Juliana, é essencial enxergar 2022 com otimismo. A analista de economia destacou a necessidade de uma agenda econômica, além do tema estar no foco das discussões dos debates políticos. “Precisamos ter um debate real e propositivo, que possa clarear os caminhos possíveis, que são muitos. Sou uma otimista esperançosa.”

 



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