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Pensata - Desafios Urbanísticos das Cidades: Para a requalificação das metrópoles brasileiras é necessário haver o fortalecimento de parcerias público-privada


No dia 14 de setembro foi ao ar a 3ª edição do Fórum BandNews sobre os desafios urbanísticos das cidades, onde pude me reunir com o presidente do Secovi-SP, Basilio Jafet, e com Claudio Bernardes, presidente do Conselho Consultivo do Sindicato, que é um dos maiores especialistas do assunto na atualidade.

 

 

Sob o tema “Os Desafios Urbanísticos das Cidades”, a jornalista Juliana Rosa, mediadora do debate, nos propôs discutir sobre as ações transformadoras e decisivas que podem deixar as cidades mais inclusivas e aumentar a qualidade de vida da população, além de abordar a requalificação de áreas deterioradas e a conversão de espaços em desuso em moradias, escritórios, escolas, comércio e serviços.

Um diálogo cada vez mais necessário, uma vez que a pandemia ressignificou a moradia e trouxe à tona questões como qualidade de vida, sustentabilidade e meio ambiente. Precisamos utilizar os espaços disponíveis e modificar os que já temos, de forma planejada e estruturada, para termos cidades funcionais, inclusivas, sustentáveis e igualitárias.

É necessário promover condições de habitabilidade ao cidadão, com moradia digna e acesso a todos os tipos de serviços em regiões dotadas de infraestrutura. Apenas com cidades efetivamente bem planejadas e estruturadas é possível impedir o agravamento de problemas comuns às grandes metrópoles, como ocupações irregulares.

O assunto urbanismo deve ser visto como algo que diz respeito à vida da população. É necessário tomarmos como molde as grandes metrópoles ao redor do mundo, que possuem exemplos de soluções imobiliárias que merecem ser conhecidas, estudadas e adaptadas à realidade do nosso País.

Para Basilio Jafet, o debate é urgente, dado o momento oportuno para pensarmos fora da caixa, já que está em curso o processo de revisão do Plano Diretor do município de São Paulo.

Segundo Claudio Bernardes, na Câmara Municipal de São Paulo, existem muitos projetos que aguardam votação e que são capazes de redirecionar o desenvolvimento e ajudar a melhorar a qualidade de vida dos moradores da cidade. No entanto, esclarece que muitos deles não avançam pelo preconceito que existe com o mercado imobiliário, que acaba judicializado por questões ideológicas.

À medida que as cidades se desenvolvem, é necessário aproveitar a redesenhar espaços, com mudanças pontuais que trazem benefício à população. Podemos tomar como exemplo o Porto Maravilha, recentemente revitalizado, que trouxe muitos ganhos ao Rio de Janeiro.

Em pouco mais de seis anos, a região transferiu o fluxo de carros de um viaduto para dois túneis subterrâneos com maior capacidade; dando lugar aos pedestres na Orla Conde, com mais de 3,5 km de áreas de lazer; reunindo quatro grandes atrações culturais, capazes de atrair mais de 400 mil pessoas em um único mês; e tem o sistema de transporte mais moderno do mundo, o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), além da melhor infraestrutura pronta do país.  

A ocupação residencial, que é um dos pilares da revitalização da área, já dá sinais da vocação para se morar na região – ao lado do centro econômico da cidade. São mais de duas mil unidades contratadas, das quais metade foi vendida em tempo recorde. A outra metade só não saiu porque os apartamentos estão sendo disponibilizados em lotes.

Trazendo para a realidade de São Paulo, podemos citar como exemplo a região central da capital paulista, conhecida como Cracolândia, que atualmente segue degradada. O Centro de São Paulo, inclusive, é sempre umas das regiões abordadas.

Existe uma necessidade da recuperação central da maior cidade da América Latina por meio de projetos como retrofit, habitação e requalificação de espaços públicos para que a população se sinta segura e volte a ocupar as ruas históricas da nossa capital.

As grandes metrópoles precisam ser mais inclusivas, com moradias para a população de classe média nas regiões centrais e com formas de melhorar a vida dos que vivem às margens das cidades. É necessário criarmos mecanismos que diminuam as diferenças e criem oportunidades a todos.

E o mercado imobiliário está preparado para trabalhar em parceria com o poder público a fim de sugerir ideias e buscar soluções que ajudem a reduzir essas diferenças. 

 



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