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A requalificação de rios urbanos e os ganhos para uma sociedade cada vez mais preocupada com o futuro do planeta


Para facilitar o fornecimento de água e proporcionar novas formas de lazer e transporte, grandes cidades foram construídas próximas aos rios. Com o passar do tempo, a população cresceu e o lixo produzido por ela também, fazendo com que estes rios passassem a ser locais para descarte de lixo e esgoto.

Nos últimos anos, a poluição do planeta gerou uma série de problemas ambientais e fez com que as instituições e a sociedade começassem a correr atrás do prejuízo, buscando formas de reduzir o impacto que todo o lixo produzido pelos seres humanos causou ao nosso planeta, bem como formas de reverter esses danos ambientais, para que as próximas gerações tenham mundo minimamente saudável onde viver.

Mas a preocupação das pessoas não é apenas com o que está por vir. Com a pandemia da Covid-19, um movimento que vimos crescer foi o de pessoas cada vez mais atentas à saúde do planeta. A crise sanitária atual serviu para despertar uma necessidade de maior atenção para algo que não estava indo bem há muito tempo.

Durante a Live “FIABCI Fridays”, Angela Eliopoulos, fundadora da DC & Greece de Atlanta, apresentou o perfil de moradia buscado pelas pessoas em grandes capitais do mundo. Segundo ela, os compradores têm buscado cada vez mais espaços com varandas, cozinhas abertas, pés-direitos altos e próximos ao embarque e transporte público, questões que apontam para o desejo de uma vida mais saudável e livre do estresse.

Neste período, também cresceu o número de pessoas cultivando suas próprias hortas, indo morar próximas ao campo, além do aumento das plantas dentro de casas, que nunca foi tão alto.

Em todo o mundo existem planos para a despoluição e para um melhor aproveitamento destes espaços e recursos hídricos. Um relatório da Agência Europeia do Meio Ambiente (EEA) mostra que rios e lagos localizados em cidades europeias estão ficando mais limpos graças a melhorias no tratamento de águas residuais e a projetos de restauração que trouxeram vida para muitos cursos d’água.

Novas formas de gestão da água contribuem para tornar nossas cidades mais verdes, inteligentes e sustentáveis, uma vez que a restauração de rios e lagos possibilita uma situação ganha-ganha, melhorando o controle de enchentes e as funções ecológicas, ao mesmo tempo em que oferece valor recreativo e melhora a qualidade de vida nas áreas urbanas.

Hidrovias em bom funcionamento também mitigam os impactos das mudanças climáticas na cidade, como o aumento das temperaturas, já observado em muitos centros.

No Brasil, mais especificamente em São Paulo, projetos públicos e de organizações não governamentais (ONGs) estão recuperando nascentes e áreas degradadas de entornos de rios no interior do Estado. O mais famoso é o programa Novo Rio Pinheiros, que tem como objetivo revitalizar o curso d’água por meio da ação de diversos órgãos públicos, em parceria com a sociedade.

A meta até o fim de 2022 é reduzir o esgoto lançado em seus afluentes e melhorar a qualidade das águas. Contudo, por se tratar de um rio urbano, a água não será potável. O investimento no Novo Rio Pinheiros totaliza R$ 1,7 bilhão em obras realizadas pela Sabesp, que tiveram início em 2019. Desde o começo do programa, foram retiradas mais de 30 mil toneladas de lixo flutuante, como plástico, por exemplo. Com o desassoreamento, para aprofundamento e manutenção do rio, as equipes retiraram 256 mil m³ de sedimentos, o que equivale a mais de 16 mil caminhões.

 




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