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2022 deve manter bons índices, com foco nos investimentos em escritórios


Durante Live realizada em junho sobre crédito imobiliário e o ciclo atual do mercado, o diretor de Negócios Imobiliários do Santander Brasil, Sandro Gamba, comemorou que, apenas nos quatro primeiros meses de 2021, já foram disponibilizados R$ 50 bilhões em crédito imobiliário para pessoas físicas, performance que representa mais da metade da registrada no ano anterior, quando o valor anual chegou a R$ 93 bilhões.

O aumento se deve ao bom resultado obtido no segundo semestre do ano passado, um crescimento de mais de 80% em comparação aos anos anteriores, ritmo que se manteve nos primeiros meses deste ano. Os números obtidos em 2020 já eram superiores aos de 2019.

Gamba explicou que o crédito se concentrou no mercado secundário, causando uma redução do estoque disponível, uma vez que não há um número relevante de obras sendo entregues. Referente a este volume, ele afirmou que de 7​5​ a 80% do crédito foi utilizado para a aquisição de imóveis usados, o que representa um esgotamento de estoque.

Em 2020, o setor de construção representou 3,3% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção. A CBIC estima que o faturamento do setor pode chegar a R$ 221 bilhões em 2021. Já as vendas de imóveis residenciais novos no país tiveram um avanço de 9,8% na comparação entre 2019 e 2020.

E, ao que tudo indica, o próximo ano ostentará as mesmas boas perspectivas notadas pelo setor imobiliário atualmente. 2022 deverá propor um regresso do segmento a níveis anteriores à Covid-19, podendo acarretar uma evolução do mercado imobiliário mundial, conforme estudo da consultora imobiliária internacional Savills.

Divulgado recentemente e globalmente, o novo documento “Impacts 2021” antevê que o segmento de escritórios será o responsável por atrair o maior volume de investimento em 2022.

Em Lisboa (Portugal), estima-se que ele seja capaz de captar 35% do total de investimentos no mercado imobiliário português, colocando a capital do país ao nível de cidades como Madrid (Espanha) e Milão (Itália). A nível mundial, a região da Ásia-Pacífico deverá destacar-se, com o segmento de escritórios a dominar mais de 50% do total de investimentos imobiliários.

De acordo com o diretor executivo global da Savills, Mark Ridley, o avanço da vacinação em todo mundo impulsiona o otimismo com relação ao futuro do mercado imobiliário, que, segundo ele, necessita de evoluções. Ridley definiu a palavra “evoluir” como tema para 2022. 

O estudo ainda observa os modelos de trabalhos para o futuro, uma vez que a pandemia acelerou a tendência do home office, deixando escritórios e salas comerciais vazias mundo afora. Dessa forma, como seria possível o futuro do setor estar justamente nas mãos deste segmento?

Para a publicação, o trabalho remoto não chegou para ditar o fim dos escritórios, mas intensificar a emergência por novas formas de trabalhar. Um exemplo é o formato híbrido – no qual residência e escritório passam a ser extensões para as empresas –, tendência que já pode ser vista em diversas empresas, nos mais variados setores, e, ao que tudo indica, deve seguir pelas próximas décadas.

A Savills destaca que, nos próximos cinco anos, haverá uma multiplicação do modelo híbrido de trabalho, registrando maior aceleração em cidades como Nova York, Paris, Londres, Berlim e Frankfurt.




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