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Construções históricas e o impulsionamento do turismo


A história de duas construções icônicas e a realidade da pandemia

O desenvolvimento e o crescimento das maiores metrópoles em todo o mundo, necessariamente, passam por inovações nos âmbitos arquitetônicos e urbanísticos. Por vezes, no entanto, a inovação e os benefícios gerados por novas obras não são compreendidos pela população de determinadas cidades.

Um dos principais exemplos desta contradição envolve o monumento que atrai anualmente o maior número de visitantes no mundo. Em Paris (França), a Torre Eiffel transformou-se num ícone mundial, tornando-se o símbolo mais conhecido e mais representativo da cidade e do país.

Sua popularidade e aprovação, entretanto, não foram unânimes à época de sua inauguração, em março de 1889. Grandes nomes da classe artística mostraram-se essencialmente contrários à sua construção, destacando que a Torre Eiffel seria “inútil e monstruosa”, uma “chaminé de fábrica cinzenta”, “um empreendimento diabólico”, que “contaminaria para sempre” a capital francesa.

Por outro lado, existem monumentos nascidos como marcos, mesmo que tenham muitos percalços em suas histórias, como é o caso da Ponte do Brooklyn, na cidade de Nova York (EUA), responsável pela ligação dos distritos de Manhattan e Brooklyn. Trata-se de um monumento com importância histórica, turística e de muita utilidade aos norte-americanos.

Inaugurada em 1883, a construção custou US$ 15 milhões e foi responsável por resolver um problema que simplesmente impedia qualquer ligação entre os dois distritos em boa parte do ano. Durante o inverno e dias mais frios do Outono, o rio East congelava, impossibilitando que os barcos fizessem a travessia.

A construção do Ponte do Brooklyn é um marco, pois simboliza todas as dificuldades impostas a grandes obras em uma época em que a engenharia ainda precisava superar inúmeros desafios.

O projeto conta com 1.834 metros de extensão e ficou marcado na história da engenharia como a primeira ponte de aço suspensa do mundo. Mais de 10 mil veículos, 4 mil pedestres e 2,6 mil bicicletas atravessam o local diariamente.

A pandemia mudou a forma como as pessoas se relacionam e enxergam o mundo e a visita a muitos monumentos ficou restrita durante os períodos de lockdowns e confinamentos.

Em casa e com acesso à internet, as ferramentas online possibilitaram que muitos passassem a conhecer algum destinos paradisíacos ou realizar o sonho de, finalmente, visitar um determinado destino. O Google Maps e o Youtube se tornaram o escape preferido para viajantes que não controlam a vontade de desbravar outras culturas, mesmo que seja por meio de uma tela.

Com a internet, é possível conhecer ruas, monumentos, obras arquitetônicas e cartões postais, mas nada se compara ao êxtase de estar diante de obras construídas pelos seres humanos, como a Torre Eiffel e a Ponte do Brooklyn. Por enquanto, nós vivemos em um mundo adaptado, mas em breve esses locais voltarão a surpreender os visitantes com sua grandiosidade e história.

 

 



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