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Tecnologia e sistemas de avaliação online contribuem para qualificar corretores na pandemia


Em todo o mundo, principalmente em países mais desenvolvidos, o setor imobiliário já convivia com inovações tecnológicas mesmo antes da pandemia de Covid-19. O isolamento provocado pela disseminação do vírus apenas intensificou medidas que, hoje em dia, já são avaliadas como essenciais na nova realidade que se avizinha após o retorno ao “novo normal”.

Em um contexto no qual as pessoas se viram impedidas de sair de casa, o uso da tecnologia passou a ser determinante para que possíveis compradores mantivessem, na medida do possível, o máximo de benefícios gerados pelas visitas presenciais.

Corretoras e imobiliárias priorizaram a adoção de tour 360 nos imóveis, de modo que os clientes possam conhecer cada detalhe dos ambientes. Fotos e vídeos simples passaram a ser insuficientes para as avaliações dos possíveis compradores. A partir desse tipo de visita online – algumas, inclusive, com o uso de realidade aumentada –, é possível analisar dados de acesso em cada cômodo, gerar plantas baixas e conceber de modo mais eficiente as características do imóvel.

Outro benefício gerado pela incorporação da realidade aumentada e da tecnologia ao setor imobiliário é a projeção virtual de imóveis mobiliados. Seja através de óculos especiais, seja por meio de efeitos especiais em vídeo, o corretor consegue transformar um ambiente vazio em um cenário mobiliado, alterando as definições, inclusive, de acordo com as demandas de cada cliente.

O uso de QR Code também é uma possibilidade e permite um contato inicial com os imóveis de interesse do comprador, de forma rápida, eficaz e descomplicada. São instrumentos que deverão ser utilizados como alternativas a clientes que não fizerem questão ou não tiverem disponibilidade de visitar presencialmente os imóveis após o fim da pandemia.

A tecnologia não substitui o contato presencial entre corretor e comprador, mas pode facilitar e potencializar o processo para ambas as partes, inserindo na operação de compra e venda atrativos que ampliam as possibilidades de alcance das ofertas.

Em séries e filmes de ficção científica recentes, algumas obras preveem um futuro no qual todas as pessoas seriam avaliadas por uma pontuação, um score que lhe daria benefícios ou acessos a determinados serviços em detrimento a outros cidadãos com qualificação mais baixa. Se num primeiro momento este cenário ainda parece distante, é preciso considerar que muitos setores de serviços já consideram alguma espécie de pontuação para qualificar seus prestadores.

É também o caso do setor imobiliário. Nos Estados Unidos, por exemplo, alguns sites e plataformas utilizam uma pontuação para cada corretor que anuncia seus serviços. As notas são atribuídas de acordo com o desempenho dos corretores em vendas, atendimento e suporte aos clientes.

Assim, os corretores são listados a partir de suas notas e exibidos de acordo com as regiões e segmentos de atuação. Uma boa avaliação nesses portais é essencial para que os profissionais tenham acesso a mais e melhores negócios. Não se trata de utilizar a tecnologia de qualquer forma, apenas para se integrar de forma simbólica à modernidade. É preciso saber usar e entender como tirar proveito das principais ferramentas atualmente à disposição de compradores e vendedores.

A mudança já era inevitável em todo o mundo, mas a pandemia mostrou que o sucesso de determinados setores imobiliários dependerá necessariamente do resultado positivo obtido na exploração destas novidades.

Novas demandas

Não obstante a tecnologia, a pandemia motivou novas e relevantes demandas no setor imobiliário. Graças ao isolamento, a presença da varanda como espaço útil, amplo e integrado ao ambiente interno, por exemplo, passou a representar uma exigência de parte dos consumidores para fechar negócio. Espaços com áreas abertas também atingiram um patamar de essencialidade a uma parte significativa do público.

Imóveis com metragem reduzida passaram a ser vistos como espaço dedicado exclusivamente ao home office. Diante do aumento da flexibilidade da rotina de trabalho, com parte do expediente feito exclusivamente de casa, muitos executivos com altos cargos oficializaram um “esquema” para se afastar dos grandes centros urbanos em direção a locais mais arborizados, tranquilos e isolados.

Esse novo cenário gerou também uma demanda específica por casas de campo, seguidas por casas no litoral. O ambiente natural, com espaços verdes e abertos, passou a ser mais valorizado por um público que hoje encara o imóvel da cidade grande como uma extensão do escritório.

Não é possível antecipar o fim da pandemia, ainda que movimentos de vacinação tenham sido iniciados em diferentes países. No entanto, uma das consequências já vivenciadas pelo setor imobiliário global é o aumento da demanda por este tipo específico de imóvel.

Mais do que afastar parte da população a espaços mais isolados, este movimento poderá permitir também que moradores de áreas periféricas busquem por imóveis nas regiões centrais, ou ao menos mais próximos de seus locais de trabalho. Trata-se de um grupo relevante de consumidores que entende como viável e adequada a troca de espaço pela praticidade de morar mais perto de onde trabalham, melhorando sua mobilidade e sua rotina.

As mudanças provocadas pela pandemia, bem como as necessárias adaptações impostas por elas, requerem agilidade e proatividade na tomada de decisões do setor imobiliário, não apenas no Brasil, mas em todo o mundo.

É como “trocar as rodas com o carro em movimento”, ciente de que será essa capacidade de adaptação e rápida adequação às novas demandas a responsável por determinar quais setores imobiliários terão maior sucesso na desafiadora retomada que se vislumbra para os próximos anos.

 



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