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Natureza e home office: uma nova realidade para o setor imobiliário mundial?


Natureza e home office: uma nova realidade para o setor imobiliário mundial?

Pesquisa recente, denominada Global Buyer e realizada pela Knight Frank, analisou as atitudes dos compradores residenciais em todo o mundo, após os impactos da pandemia de Covid-19. De acordo com o estudo, que ouviu mais de 700 clientes em 44 países, a crise mudou fundamentalmente a maneira como as pessoas vivem o dia a dia.
 
Os imóveis precisaram agregar novas funções. Com isso, foi natural que as pessoas refletissem sobre a maneira como vivem em seus ambientes residenciais. A expectativa dos pesquisadores é de que, à medida que os bloqueios tenham fim, mudanças de comportamento ganhem espaços nos mercados imobiliários de todo o mundo.
 
Entre as alterações esperadas e identificadas no levantamento estão o desejo de mais espaço ao ar livre e um escritório em casa, por exemplo. Para cerca de 65% dos entrevistados, grandes jardins se tornaram decisórios na hora de escolher uma nova casa. 
 
Além disso, quase dois terços dos consultados afirmaram que terão uma maior flexibilidade no trabalho, o que explica o fato de 64% deles desejarem um espaço que sirva como escritório em casa.
 
O relatório também foi capaz de destacar futuras intenções de compra, pois uma em cada quatro pessoas entrevistadas afirmou que há a probabilidade de mudança de casa no próximo ano.
 
Existe uma forte tendência de aumento de demanda pelas segundas residências, como praias, chácaras e casas de campo, fruto da valorização dos espaços abertos, assim como de áreas verdes e mais afastadas dos grandes centros.
 
Segundo a pesquisa, cerca de 25% dos entrevistados estão dispostos a mudar para uma nova propriedade no mesmo território. Já 34% dos consultados consideram mudar também de País.
 
Para aqueles que desejam adquirir uma casa no exterior, a forma como os governos lidaram com a crise se tornou um fator importante para a decisão. Países que oferecem boa qualidade de vida, estabilidade política, leis transparentes, moeda segura e sistemas educacionais de referência foram mencionados pelos entrevistados. A lista é liderada pelo Reino Unido, seguido por Espanha e França. Outro fator decisório é o acesso à saúde de qualidade.
 
O levantamento também indicou que fazer viagens é um fator crítico, não apenas para aqueles que desejam tirar férias, mas também para os proprietários de casas para locação no exterior.
 
Sobre esse ponto, há certo grau de confiança crescente - mais de um quarto dos entrevistados já viajou para o exterior ou o fará dentro de um mês após a reabertura das fronteiras. Outros 25% viajarão dentro de um a três meses, 37% entre seis e 12 meses e apenas 13% disseram que esperariam 12 meses ou mais antes de embarcar em uma viagem ao exterior.
 
A pesquisa dá indícios de uma retomada gradual e, principalmente, de possibilidades de investimentos para as empresas do setor imobiliário. Ainda é cedo para determinar com 100% de precisão se o comportamento do consumidor mundial e, sobretudo, do brasileiro irá mudar, o fato é que a crise trouxe uma janela de reinvenção para todos os setores.

 

 



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