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Os impactos da crise e a demanda por escritórios na pós-pandemia


Os impactos da crise e a demanda por escritórios na pós-pandemia

Felipe Góes, CEO da São Carlos Empreendimentos, analisa como a adesão das empresas ao home office e o nível de adensamento nos escritórios serão determinantes para as mudanças que deverão ocorrer nesses espaços após a quarentena.
 
Qual o impacto da crise na demanda por escritórios a longo prazo?
O que está acontecendo na China ajuda a entender o que poderá ocorrer com o resto do mundo no retorno da quarentena. Lá, o governo permitiu o acesso aos escritórios no final de março, dois meses após o início do lockdown. A volta foi lenta, com apenas 60% das pessoas retornando aos seus postos. Desde então, esse número foi aumentando e hoje está próximo a 90%. A longo prazo, dois fatores serão essenciais para determinar a perspectiva de crescimento da demanda por escritórios: a adesão ao home office e o nível de adensamento nos escritórios.
 
Que avaliação podemos fazer do home office durante a pandemia?
O home office já existia antes da crise e foi amplamente adotado durante ela. Entretanto, quando perguntadas sobre as impressões do trabalho em home office, as pessoas tipicamente respondem que apreciam a redução do tempo gasto em deslocamentos (ida e volta para a empresa), mas sentem falta da interação no escritório e, principalmente, da agilidade na tomada de decisões, pequenas e grandes.
Algumas empresas que experimentaram o home office na pré-crise verificaram a redução da inovação e da eficiência no trabalho. O caso da Yahoo! é bem conhecido. A empresa retornou ao escritório após uma tentativa de operar remotamente.
 
O nível de adensamento dos escritórios será repensado?
Com a pandemia, as pessoas ganharam maior consciência sobre a necessidade de distanciamento físico no trabalho e muitos dos layouts de altíssima densidade que existiam anteriormente (que chegavam a uma pessoa por cinco metros quadrados) não serão mais aceitáveis. O novo padrão deverá ficar ao redor de uma pessoa por 10 metros quadrados, o que já era adotado por muitas empresas, representando um crescimento de 40% na demanda por espaço em edifícios corporativos.
 
Que reflexão podemos fazer sobre o comportamento do brasileiro durante o home office em meio a esta crise?
O período de quarentena imposto pelo novo Coronavírus traz muitas oportunidades de reflexão sobre os mais diferentes aspectos da vida. Uma delas é perceber, com clareza, como o ser humano é sociável. As pessoas gostam de interagir e nenhuma tecnologia substitui a eficiência e eficácia da interação frente a frente. A mudança de hábitos vai influenciar o nosso modelo de convivência nos próximos meses, mas, a longo prazo, os escritórios continuarão essenciais como a principal arena para a realização de negócios.
 

 



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