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Webinar debate trabalho do corretor de imóveis e cenários pós-pandemia para EUA e Brasil


Webinar debate trabalho do corretor de imóveis e cenários pós-pandemia para EUA e Brasil

 
 
Ao longo das últimas semanas, tanto a FIABCI Mundial quanto o seu capítulo no Brasil vêm promovendo encontros virtuais para debater temas de interesse do setor. Invariavelmente, as discussões têm abordado os cenários e expectativas no Brasil e no mundo para o pós-pandemia.
 
Em 19 de junho, a FIABCI-BRASIL promoveu um Webinar Internacional, em parceria com as FIABCI regionais de Orlando, Nova York e Miami e Caribe, para abordar prospecções para os mercados do Brasil e dos Estados Unidos.
 
Cada entidade expôs suas percepções do impacto gerado pelo novo Coronavírus nas economias nacionais e no mercado imobiliário especificamente. De modo geral, guardadas as devidas proporções, é possível verificar que as incertezas do consumidor estão relacionadas principalmente à duração da crise.
 
De acordo com pesquisa da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o fato de não saber quando a pandemia chegará ao fim é o fator que mais tem feito o brasileiro recuar da decisão de adquirir um imóvel. Cerca de 50% apontaram este motivo como sendo o principal, à frente das incertezas quanto à estabilidade do emprego (24%) e à perda de renda (20%).
 
Assim como no Brasil, as entidades com representação nos Estados Unidos entendem que o consumidor, neste momento, prefere aguardar os “próximos passos” da crise, de modo a visualizar de forma mais precisa as melhores oportunidades de investimento. Ainda que este cenário traga desafios ao mercado imobiliário, é a chance também de gerar resiliência nos players do setor.
 
Representando a FIABCI-Orlando, Justine Assal ressaltou no encontro virtual que a pandemia promoveu a normalização do trabalho remoto, incentivando, inclusive, o desejo pela “fuga” de grandes cidades. O mercado imobiliário de Orlando, no entanto, registra boas expectativas para os próximos anos, já que a cidade tem passado por relevantes mudanças em sua estrutura populacional. Um em cada nove residentes de Orlando mudou-se para a cidade a partir de 2010, sendo que metade dos novos moradores é de outros países.
 
De acordo com Vivianne Swietelsky, que representou a FIABCI-Miami e Caribe, a economia dos Estados Unidos deve voltar a crescer no final deste ano, ainda que de forma contida. Por outro lado, ainda que Miami esteja promovendo o desenvolvimento de novas áreas imobiliárias, o financiamento a investidores estrangeiros registra dificuldades, o que pode limitar a negociação de determinados ativos. Em Nova York, as oportunidades de negócios no mercado imobiliário também registram potencial para os próximos anos, segundo Eugenia Foxworth, da FIABCI local.
 
Em 2 de julho, foi a vez da FIABCI Mundial promover um Webinar a respeito do tema “Estratégias emergentes para agentes imobiliários – planejando e preparando para o futuro”. Uma das principais vantagens do encontro virtual foi expor as diferentes perspectivas e características de ao menos quatro países distintos a respeito do papel do corretor de imóveis no pós-crise.
 
O evento foi conduzido por Susan Greenfield, da FIABCI Estados Unidos, e contou com a participação de Manuel Rizzo, Elisabeth Rohr e Arthur Ohanesyan, representantes dos capítulos da FIABCI em Luxemburgo, Áustria e Ucrânia, respectivamente.
 
Dentre os pontos abordados, Arthur chamou a atenção para um ponto crucial do trabalho dos corretores de imóveis: o acesso eficaz às informações sobre os imóveis. De acordo com ele, no âmbito imobiliário, a pandemia poderá representar uma importante oportunidade para organizar e qualificar os dados do setor em Luxemburgo.
 
“Para nós, é essencial implementar neste modelo de vendas uma regulação que permita saber com maior segurança as informações de compra e venda dos imóveis. Atualmente, fazemos essa consulta por telefone. Ligamos, perguntamos aos colegas e agentes do mercado, mas nunca temos a certeza de obter as respostas mais adequadas e verdadeiras. Assim, esse é nosso melhor momento para implementar essas ideias que vêm de outros países para regular informações, categorizar, catalogar e promover acesso aos profissionais do setor”, afirmou.
 
Elisabeth, por sua vez, ressaltou as naturais diferenças entre os mercados de cada local, ao mesmo tempo em que destacou a importância dos capítulos dos países contribuírem uns com os outros com informações relevantes e confiáveis.
 
“Nossos clientes esperam que orientemos seus investimentos em algo sólido, confiável. Por isso, precisamos contar com nossos colegas em outros países para adquirir esse tipo de informação sobre os imóveis”, afirmou. A representante da FIABCI Áustria também frisou uma diferença que considera básica entre os setores imobiliários norte-americano e europeu. “Na Europa, os imóveis novos são colocados à venda por valor mais alto e, a partir de então, se passa a negociar. Nos EUA, a margem de negociação é mais baixa”, completou.
 
Diante de um certo otimismo dos colegas de que os setores imobiliários passariam a apresentar uma leve recuperação a partir de 2021, Manuel fez uma ressalva. “O setor imobiliário em diversas regiões tem, sim, saúde financeira para sobreviver, mas é preciso atenção. Nos próximos dois anos teremos menos imóveis à venda e isso, certamente, mudará a dinâmica do mercado”, concluiu.
 


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