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Coronavírus: desafios e impactos ao setor imobiliário no Brasil e no mundo


Coronavírus: desafios e impactos ao setor imobiliário no Brasil e no mundo

A pandemia de Covid-19 tem mobilizado o mundo e chamado a atenção para a preservação das pessoas em meio a uma doença que não diferencia fronteiras, gênero, faixa etária ou condição social. Preservar a saúde de todos é a principal preocupação neste momento.
 
No âmbito econômico, a atenção se volta também às consequências da crise, de modo que cada setor industrial procure entender os impactos deste cenário em suas atividades. Com o setor de construção, a situação não é diferente.
 
A indústria da construção civil desempenha papel crucial na economia brasileira, respondendo atualmente por cerca de 4% do Produto Interno Bruto (PIB) e mais de 5% dos empregos com carteira assinada. O setor foi um dos que mais sofreu com a recessão que atingiu o país a partir de 2014.

Neste momento, com a taxa de juros de 3,75%, a Caixa Econômica Federal tem emitido sinais de constante incentivo à atividade imobiliária, como as últimas medidas que prorrogaram o início de pagamento das unidades a serem vendidas, assim como a dilação de pagamento das parcelas em vencimento nos meses de pandemia. O setor ainda aguarda uma diminuição na taxa de juros de empréstimos para 5%, mais a TR (Taxa Referencial).
 
Tendo em vista que os imóveis são uma moeda forte em meio a cenários de instabilidade, a aquisição do mesmo é um recurso seguro, especialmente se comparado a outras opções de investimentos mais voláteis e suscetíveis à depreciação diária do mercado, como temos visto nas últimas semanas.
 
Parte da preocupação do setor de construção no Brasil e em outros países está relacionada à falta de insumos para dar seguimentos às obras e projetos até então desenvolvidos. Isso porque a China é a principal responsável pelo abastecimento do setor no mundo, mas os chineses foram também os que enfrentaram as piores consequências iniciais da pandemia de Coronavírus nos últimos meses. O impacto na exportação de diversos materiais será naturalmente sentido neste primeiro semestre.

Nos Estados Unidos, as estimativas mais conservadoras ponderam que cerca de 30% dos produtos de construção importados derivam da China. No entanto, como o setor é muito fragmentado, há diversas construtoras cujos materiais de uso são compostos em 80% de produtos chineses. A ausência (ou diminuição) da oferta do país asiático poderá representar significativos aumentos nos custos de operação do setor em diversos países.

Na Austrália, os produtos chineses correspondem a 60% do que é utilizado pela construção nacional. A crise vivenciada pela China gera temor também quanto a possíveis atrasos nos projetos. O Fórum da Indústria de Construção da Austrália (ACIF, na sigla em inglês) chama a atenção para outro problema nos próximos meses: a falta de mão de obra, impactada pelo rompimento de determinados fluxos migratórios e pelas próprias consequências relativas à doença.
 
Em meio aos desafios, a construção industrializada aparece como uma das possíveis soluções referentes à mão de obra escassa. É uma forma de evitar o desperdício de material nos canteiros, promover os requisitos de sustentabilidade e efetuar processos de forma muito mais ágil.

Os números e informações relativos à pandemia têm mudado diariamente, o que dificulta as projeções e análises sobre determinados setores econômicos.

Em Portugal, por exemplo, algumas obras foram paralisadas, mas não há uma determinação específica para todo o país. Nesse sentido, a Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário (CPCI) reportou que tudo dependerá da evolução do Covid-19 e da resposta das autoridades à crise.

A China já deu mostras de que seu setor de construção – responsável por 25% de seu Produto Interno Bruto (PIB) – tem capacidade para reinventar-se através de tecnologias e incentivos governamentais. Uma das preocupações que ocorre neste momento, no entanto, diz respeito à segunda onda de impactos a atingir a economia chinesa nestas próximas semanas. Países da Europa, principalmente, vêm reduzindo e cancelando diversos pedidos devido às dificuldades econômicas vivenciadas em cada local.

Antes da pandemia, o setor brasileiro projetava alta de 10% nas vendas de novos imóveis residenciais somente na cidade de São Paulo para 2020, em meio a expectativas de avanço em importantes reformas econômicas. Convém salientar que as obras em andamento continuam, dado que os trabalhos ocorrem a céu aberto, e as vendas online também, por meio de soluções tecnológicas, e, na ausência dos estandes, através de tours virtuais.

Ainda assim, é possível acreditar num cenário de manutenção das vendas em relação ao ano 2019. Tudo dependerá dos próximos meses. Seja na China, nos EUA ou no Brasil, entretanto, os esforços para manter o crescimento de um dos setores mais importantes à economia serão grandes e permanentes.


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