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Quem faz o setor - Roberta Marchesi aborda a relação entre o transporte e o desenvolvimento das cidades


Transporte e a relação com o desenvolvimento das cidades

 
Roberta Marchesi, diretora executiva da Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos), ressalta que, em todo o mundo, países têm integrado estações de diversos modais de transporte a áreas comerciais, com o objetivo de otimizar o tempo e facilitar o dia a dia da população. No Brasil, essa mudança começa a se tornar uma realidade.
 
Que mudanças são observadas nos sistemas de transporte de outros países?
Os sistemas mundiais têm buscado oferecer uma vasta gama de serviços, justamente para aproveitar o ponto de embarque e desembarque das pessoas, proporcionando acesso à oferta de serviços. As estações de transporte têm se transformado em grandes polos de serviços aos cidadãos, com áreas comerciais que reúnem lojas, supermercados, espaços de saúde e beleza, e conexão com shoppings centers, universidades, edifícios comerciais e empresariais.
 
Que países já oferecem exemplos relevantes?
Na Alemanha, por exemplo, algumas estações possuem restaurantes, desde os de comida rápida, como lanchonetes e hamburguerias; aos mais refinados, que sediam reuniões de negócios. Os executivos se deslocam de diferentes áreas da cidade e arredores, utilizando o sistema de transporte público, e se reúnem nas estações de trem, evitando um tempo maior de percurso. O Japão e a China avançaram neste modelo e interligaram torres comerciais, residenciais e shoppings centers às suas estações de transporte ferroviário, criando verdadeiros bairros associados a essas estações. Todo o desenvolvimento é orientado para o transporte, que é guiado para este desenvolvimento integrado.
 
E o Brasil neste cenário?
No Brasil, isso já começa a ser uma realidade. São Paulo, por exemplo, possui shoppings conectados às suas estações: Santa Cruz, Tucuruvi, Tatuapé e Corinthians-Itaquera. Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Maceió e Recife já manifestaram interesse em investir nesse tipo de iniciativa. As estações de metrô e trem possuem lojas e quiosques com diversos tipos de produtos e serviços, inclusive de marcas reconhecidas pela população, como as redes de chocolates. As pessoas utilizam essas ferramentas e evitam mais um deslocamento para fazer um lanche ou comprar um presente, por exemplo.

 


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