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Europa liga o alerta contra possível bolha da habitação


Europa liga o alerta contra possível bolha da habitação

 
Nos últimos meses, o Banco Central do Brasil vem promovendo reduções na taxa Selic, atingindo pisos históricos. Graças às medidas, o país ficou atrás apenas da Turquia entre os que mais reduziram seus juros básicos no período de um ano, de acordo com um levantamento realizado pela Capital Advisors. Mesmo neste cenário, são os europeus os que mais chamaram a atenção da economia global devido aos índices de juros básicos que passaram a praticar.
 
Com base na política monetária expansionista do Banco Central Europeu, diversos países do bloco adotaram taxas de juros negativas ou próximas ao zero. Em Portugal, por exemplo, um dos objetivos do governo foi recuperar o mercado imobiliário nacional, cujo setor enfrentara uma forte crise entre 2009 e 2013.
 
O governo português desenvolveu, dentre outros programas de incentivo, o “visto gold” (visto de ouro). Trata-se da concessão de um visto de residência de dez anos aos cidadãos não europeus que adquirem um imóvel no valor de 500 mil euros. A iniciativa forçou um aumento natural nos valores de residências que custavam entre 350 mil e 450 mil euros.
 
Em cenários de taxas básicas de juros negativas, outras capitais europeias adotaram medidas para movimentar a economia, causando no mercado imobiliário um aumento considerável nos preços dos imóveis. Agora, o temor está atrelado a uma possível bolha imobiliária (supervalorização financeira), que poderá ser criada por este movimento no continente.
 
De acordo com informação do último índice anual Real Estate Bubble, do UBS Group, Munique é a cidade mais vulnerável a uma bolha imobiliária na zona do euro, enquanto Frankfurt e Paris correm sérios riscos de verem os preços se tornarem insustentáveis. Pela primeira vez, desde 2011, nenhuma cidade dos Estados Unidos apresentou crescente risco de sobrevalorização de imóveis.
 
A principal dificuldade dos governos neste momento é, justamente, equilibrar esse cenário, no qual se buscam medidas para alimentar a economia, ao mesmo tempo em que se deve evitar um boom imobiliário insustentável. A tensão entre os mercados dos Estados Unidos e da China, bem como a pandemia do novo Coronavírus, contribuem para fortalecer o ambiente de incertezas.
 
Os dados mais recentes apontam que os preços dos imóveis registraram, nos últimos cinco anos, aumento de 30% em Frankfurt, Amsterdã, Estocolmo e Madrid. Países como Portugal, Luxemburgo, Eslováquia e Irlanda tiveram altas superiores a 40%, provocando sensível redução no número de famílias preparadas para morar nos grandes centros urbanos. Parcela significativa da população tem optado cada vez mais por migrar rumo às periferias das cidades, já que os centros aparecem dominados por espaços destinados à locação via aplicativos.
 
Em recente estudo, a Deloitte & Touche alertou que os preços médios dos imóveis na zona do euro irão superar os patamares anteriores à última crise (2008/2011), caso o Banco Central Europeu mantenha os juros a zero. E não há qualquer indicação que a autoridade econômica optará por algo fora deste caminho.
No caso do Brasil, o mercado imobiliário está numa fase boa, de avanço, e o sonho da casa própria voltou a morar no imaginário da população.


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