2019 trouxe um novo momento para a população brasileira e para o segmento imobiliário. No mesmo ano também aconteceu uma mudança importante para FIABCI-BRASIL. José Romeu Ferraz Neto foi escolhido como presidente da entidade para o biênio 2019-2021, e chegou para dar continuidade ao trabalho e trazer inovações.
O setor vive um novo momento para geração de renda, criação de novos postos de trabalho e oferta de moradia. A recuperação acontece de maneira lenta e gradual, mas a expectativa é grande para que se chegue a números grandiosos, já alcançados pelo setor anos antes da crise econômica. Mas também é preciso reconhecer que alguns desafios precisam ser superados, como a calibragem da Lei de Zoneamento, que ainda é um contratempo para muitos projetos.
Importante lembrar que alguns aspectos legais precisam ser equacionados. Eles trazem insegurança jurídica e, com isso, fazem com que a burocracia seja ainda mais acentuada e se torne uma determinante para as decisões das incorporadoras e construtoras.
O programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) foi e continua sendo decisivo para a diminuição do déficit habitacional. Ele foi o responsável pela construção da maioria dos empreendimentos imobiliários durante o período de crise. Por essa razão, é necessário que os investimentos sejam mantidos durante os próximos anos, para que a conquista da casa própria seja possível para grande parte dos brasileiros.
Para 2020 e para os próximos anos, é essencial a sugestão de políticas e metas estruturadas, que possam vigorar a longo prazo, além da criação de um ambiente de desenvolvimento urbano equilibrado e favorável para empresários, investidores e para a sociedade em geral.
Nesse sentido, os benefícios da chegada de novos serviços e novos empreendimentos sobre a infraestrutura do bairro ou região são essenciais para o crescimento da população e do segmento. Pois, quando um bairro em que não há serviços de qualidade recebe a chegada de um novo negócio, a tendência é que outros aproveitem o ensejo e procurem também se alocar ali, e a concorrência promove a oferta de serviços de maior qualidade para a população local.
No entanto, como muitas vezes a qualidade também está ligada a um preço mais alto, esses novos comércios também podem encarecer o custo de vida daqueles que já estavam instalados na região, podendo afastar moradores ou dificultar a aquisição por eles de bens e produtos comercializados.
Para a indústria imobiliária, a valorização dos bairros também reflete em maiores vendas e ampliação de oportunidades. Uma incorporadora que consegue vislumbrar a valorização futura de um determinado bairro, e fazer aquisições de locais para construção de imóveis, terá grande retorno, pois o preço por metro quadrado do local tende a subir, além de a procura aumentar por causa da melhor infraestrutura da região.
Ao redor do mundo, cidades adotam práticas para aproximar moradia, trabalho e lazer. Aqui, no Brasil, precisamos de um olhar mais atento e cuidadoso para esses itens. E parte da solução está na calibragem da Lei de Zoneamento, cujo Projeto de Lei do Executivo municipal está em vias de ser encaminhado à Câmara dos Vereadores. Aguardemos durante o ano as mudanças e crescimentos.