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Boletim Política e Eleições 2014 - 15 de abril de 2014



Cenário político brasileiro à luz das eleições de 2014

Em ano de eleições que vão eleger o presidente da República, deputados federais, senadores, governadores e deputados estaduais, a Fiabci/Brasil, por meio de sua assessoria de Comunicação, a Máquina da Notícia, encaminha, abaixo, o breve boletim desta semana, com curta análise política do cenário eleitoral brasileiro. 

Em destaque, a corrida pela presidência da República e a situação política de alguns estados brasileiros frente ao pleito deste ano. Que este material seja mais uma ferramenta de atualização de nossos associados e possa cooperar para uma avaliação ponderada do momento político do País. 

É a Fiabci/Brasil cumprindo sua missão de bem informar seus associados, contribuindo para futuras tomadas de decisão. Boa leitura! 

 

 

Terça-feira, 15 de Abril de 2014

 

  BOLETIM “POLÍTICA E ELEIÇÕES 2014”

 



CENÁRIO NACIONAL

A semana começa com o Palácio do Planalto enfrentando problemas na política. O imbróglio Petrobras acua os partidos governistas. Paulo Roberto Costa, ex-diretor da empresa, está preso e desperta temor pelo que teria a revelar sobre contribuições a partidos. Para embaralhar, o PT propõe uma CPI que inclua investigações que atingiriam PSDB em São Paulo e PSB em Pernambuco.

No caso restrito apenas ao PT, deve renunciar ao mandato hoje o deputado federal André Vargas (PT-PR), com ligação com doleiro preso.

Esse cenário traz à discussão a possibilidade de duas trocas das candidaturas postas até aqui. No PT, o ex-presidente Lula nega com ênfase a possibilidade de substituir Dilma na disputa, mas no meio político a hipótese não é descartada. O mesmo ocorre no PSB, com a anunciada vice Marina Silva tendo mais do que o dobro das intenções de voto de Eduardo Campos (PSB). Vale lembrar que, apesar das convenções partidárias estarem marcadas para até o final de junho, os candidatos podem ser trocados até 20 dias antes da eleição.

Um fator imprevisível para a eleição será o que resultará das manifestações de rua previstas durante a Copa do Mundo. O resultado de campo não tem influenciado os últimos pleitos, mas as praças agora são incógnitas para o governismo.

Na economia, o aumento de 0,92% do IPCA em março fez com que os 6,5% de teto da meta de inflação ficassem cada vez mais perto. Como detalhe eleitoral ruim para o governo, pesou muito na taxa o item alimento (7,14% em 12 meses). Mais à frente, a diminuição do crescimento chinês tende a prejudicar as exportações. Como boa notícia para o governo, o bom nível de emprego continua resistindo.

                       

CORRIDA NOS ESTADOS

É importante situar que muitos candidatos à reeleição ou ligados a governadores atuais tendem a subir nas pesquisas durante a campanha por causa do tradicional calendário de inauguração de obras no período que antecede as eleições. A seguir, a situação em alguns Estados:

 

SÃO PAULO: O PT quer usar o caso da compra dos trens pelas administrações tucanas para diminuir o favoritismo de Geraldo Alckmin (PSDB) diante de Alexandre Padilha (PT), cada vez mais dependente do aval público de Lula. Paulo Skaf (PMDB) e Gilberto Kassab (PSD) também estão no páreo.

RIO DE JANEIRO: O candidato do PMDB, o agora governador Luiz Fernando Pezão, conta com a possibilidade de ao menos dividir o apoio da presidente Dilma com o concorrente do PT, Lindbergh Farias. A liderança atual nas pesquisas, em empate técnico, é dos evangélicos Anthony Garotinho (PR) e Marcelo Crivella (PRB).

MINAS GERAIS: A sucessão mineira pode ter uma grande novidade: o até então favorito Pimenta da Veiga (PSDB) pode ser substituído se o Ministério Público aceitar a denúncia da Polícia Federal de que o tucano teria recebido dinheiro ilegal de Marcos Valério. Pimenta alega que prestou serviços de advocacia a Valério. Marcus Pestana, presidente dos tucanos mineiros, seria o mais provável candidato caso ocorra a alteração.

RIO GRANDE DO SUL: O governador Tarso Genro, candidato à reeleição, fechou acordo com o PTB para tentar deter a liderança até agora da senadora Ana Amélia Lemos (PP) na corrida gaúcha.

PARANÁ: O escândalo envolvendo o deputado federal André Vargas, um dos líderes do partido no Estado, tende a prejudicar a candidata petista ao governo, a senadora Gleisi Hoffmann, embora não exista nenhuma ligação da candidata com o caso. Assim, cresce o favoritismo do atual governador Beto Richa (PSDB). O ex-governador Roberto Requião (PMDB) tenta concorrer.

BAHIA: A oposição conseguiu montar um palanque forte para enfrentar o candidato petista lançado pelo governador Jaques Wagner, o ex-secretário Rui Costa. Paulo Souto (DEM), candidato ao governo, e Geddel Vieira de Lima (PMDB), candidato ao Senado, contarão ainda com o apoio do PSDB pela oposição. Para compensar, o candidato a vice e senador na chapa de Costa virão de PP e PSD. A senadora Lídice da Mata (PSB) garantirá o palanque local a Eduardo Campos.

CEARÁ: Caminha para o fracasso a tentativa de acordo entre o senador Eunício Oliveira (PMDB), o PROS dos irmãos Cid e Ciro Gomes e o PT. Eunício, líder nas pesquisas, diz esperar até o final do mês a definição do PROS.

PERNAMBUCO: O senador Armando Monteiro Neto (PTB) confia principalmente no prestígio do ex-presidente Lula no Estado, já que o PT coligou-se com o PTB, para enfrentar o candidato lançado por Eduardo Campos, o ex-secretário Paulo Câmara, ainda desconhecido da maioria do eleitorado. Pesquisa de instituto local aponta Monteiro na frente, com 39% contra 12% de Câmara.

GOIÁS: A disputa pela indicação de quem concorrerá pelo PMDB ao governo de Goiás radicalizou-se. O empresário Junior Friboi quer uma definição até o dia 10 de maio e Iris Rezende quer postergar a escolha. Quem for escolhido vai enfrentar o governador Marconi Perillo (PSDB) e o petista Antônio Gomide.

DISTRITO FEDERAL: PT e PMDB caminharão juntos na sucessão do Distrito Federal. O petista Agnelo Queiroz terá como vice o peemedebista Tadeu Filippelli. Previsão de disputa renhida com José Roberto Arruda (PR) junto com a família Roriz e o senador Rodrigo Rollemberg como opção dos socialistas.

MATO GROSSO: O ex-juiz federal Julier Sebastião da Silva, recém-filiado ao PMDB, é hoje o nome com maior possibilidade de representar o campo governista na eleição de Mato Grosso. A oposição já está aglutinada em torno do senador Pedro Taques (PDT).

MATO GROSSO DO SUL: O senador Delcídio do Amaral (PT) já reconhece publicamente a dificuldade de obter uma coligação com o PSDB para a disputa local pela existência de restrição das direções nacionais dos dois partidos. Assim, o petista tenta acordo com outros partidos para enfrentar Nelsinho Trad.

 

 

 


 

 


 



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