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Boletim Política e Eleições 2014 - 02 de abril de 2014



Cenário político brasileiro à luz das eleições de 2014

Em ano de eleições que vão eleger o presidente da República, deputados federais, senadores, governadores e deputados estaduais, a Fiabci/Brasil, por meio de sua assessoria de Comunicação, a Máquina da Notícia, encaminha, abaixo, o breve boletim desta semana, com curta análise política do cenário eleitoral brasileiro. 

Em destaque, a corrida pela presidência da República e a situação política de alguns estados brasileiros frente ao pleito deste ano. Que este material seja mais uma ferramenta de atualização de nossos associados e possa cooperar para uma avaliação ponderada do momento político do País. 

É a Fiabci/Brasil cumprindo sua missão de bem informar seus associados, contribuindo para futuras tomadas de decisão. Boa leitura! 

 

 

      

Quarta-feira, 02 de Abril de 2014

 

  BOLETIM “POLÍTICA E ELEIÇÕES 2014”

 

 

CENÁRIO NACIONAL

A possibilidade de         instalação de uma CPI para investigar a Petrobras tornou-se um problema maior do que o esperado pelo governo. Nunca se pode garantir como se acaba uma CPI, mesmo que sejam maioria os interessados em defender o alvo da investigação. Complicador maior é uma CPI em ano eleitoral, como é 2014.

O governo age em duas frentes: tenta pressionar os partidos aliados que tiveram membros que assinaram o pedido de criação da CPI e, no limite, “rechear” a investigação com temas como as suspeitas de compras de trens pelos tucanos paulistas. O que está em jogo é a imagem de “gerente eficiente” que o PT conseguiu colar em Dilma na eleição de 2012. Se a oposição vai conseguir transformar o tema em assunto compreensível e interessante para o grosso do eleitorado é outra questão.

No mercado, não é mais necessário nenhum esforço para se atestar que a candidata do PT não é a opção preferencial. Bastou a última pesquisa Ibope apontar para uma queda razoável da aprovação de Dilma para que a Bolsa ganhasse fôlego.         Ressurgiram junto os boatos de que, caso se confirme a deterioração da taxa de intenção de voto na atual presidente, o PT pode recorrer ao ex-presidente Lula para tentar manter-se no Planalto.

         

                           

CORRIDA NOS ESTADOS

Com o PT pelo menos momentaneamente acuado com a questão CPI da Petrobras, aumentaram as chances de o partido fazer algumas concessões nas sucessões dos governos estaduais.

 

SÃO PAULO: Muito do crescimento eleitoral de Paulo Skaf (PMDB) deveu-se à presença constante do presidente da Fiesp em comerciais de TV da entidade e do Sesi, segundo publicitários. Com a proibição, pela Justiça Eleitoral, daquelas veiculações, Skaf percorre agora o Interior para combater o favoritismo de Geraldo Alckmin (PSDB). Alexandre Padilha (PT) sofreu um revés com a recusa de Maurílio Biagi Filho, nome expressivo do agronegócio, para ser seu vice. Gilberto Kassab (PSD) confirmou a disposição de disputar.

RIO DE JANEIRO: A pesquisa Ibope da semana passada aponta um empate técnico entre Anthony Garotinho (PR) e Marcelo Crivella (PRB), com 19% e 18% respectivamente. Lindberg Farias (PT) tem o apoio de 13% e Pezão (PMDB), apoiado pelo governador Sérgio Cabral, fica com 6%. Em todos os cenários de segundo turno estudados pelo Ibope, Crivella é o vencedor.

MINAS GERAIS: O Palácio do Planalto ainda espera um apoio do PMDB mineiro à candidatura do ex-ministro Fernando Pimentel (PT), mas a possibilidade é vista como cada vez mais remota. Mesmo entre petistas, existem os que acham que um concorrente peemedebista ajudaria a levar a disputa para o segundo turno diante do favoritismo de Pimenta da Veiga (PSDB).

RIO GRANDE DO SUL: O governador Tarso Genro (PT) continua empatado nas sondagens com a senadora Ana Amélia (PP), que investe pesadamente na conquista do importante apoio do setor rural no Estado. Hoje não é possível apontar com segurança um favorito na disputa.

PARANÁ: Uma ameaça de greve dos professores estaduais é o novo obstáculo ao favoritismo à reeleição do governador Beto Richa (PSDB). É sabido que o governo federal vai investir pesado na candidatura da ex-ministra e atual senadora Gleisi Hoffmann (PT).

SANTA CATARINA: O PMDB catarinense tem a chave para definir quem concorrerá na eleição no Estado. Uma ala defende o apoio ao favorito Raimundo Colombo (PSD, atual governador), e outro grupo peemedebista, aparentemente minoritário, luta por candidatura própria. O PT deve lançar um nome, apesar de o Palácio do Planalto preferir uma aliança com Colombo.

DISTRITO FEDERAL: Para garantir um palanque para Aécio Neves no Distrito Federal, o PSDB estuda principalmente dois possíveis candidatos: os deputados Izalci Lucas e Luiz Pittiman. Enfrentarão três nomes fortes: o governador Agnelo Queiroz (PT), José Roberto Arruda (PR) e Rodrigo Rollemberg (PSB).

BAHIA: A dúvida na sucessão baiana hoje é se o escândalo da Petrobras vai respingar na candidatura do partido ao governo estadual, já que o secretário José Sérgio Gabrielli era o presidente da empresa à época dos acontecimentos. Para a oposição, que deve ter Geddel Vieira de Lima, é um prato cheio contra o nome do PT, Rui Costa.

CEARÁ: Apesar de ainda difícil, aumentou a possibilidade de um acordo entre o grupo do governador Cid Gomes (PROS) e do senador Eunício Oliveira (PMDB), que concorreria ao governo, hoje como favorito, contando ainda com o aval do PT. O Palácio do Planalto participa diretamente da costura.

GOIÁS: O PT goiano indicou Antônio Gomide, prefeito de Anápolis, para disputar o governo local, mas para obter apoio de peemedebistas contra a CPI da Petrobras a direção nacional do partido pode eventualmente voltar atrás e apoiar até Junior Friboi, que era vetado pelos petistas até a semana passada.

MATO GROSSO DO SUL: O senador Delcídio Amaral, agora com o aval do ex-governador Zeca do PT, continua tentando, até agora sem sucesso, que a direção nacional de seu partido aceite uma aliança com o PSDB no Estado para enfrentar Nelsinho Trad (PMDB).

MATO         GROSSO: O senador Blairo Maggi (PR) segue negando que será o candidato dos partidos da base de sustentação da presidente Dilma ao governo do Mato Grosso. O juiz federal Julier Sebastião da Silva, que se filiará ao PMDB, passa a ser o mais provável adversário do senador Pedro Taques (PDT).

PERNAMBUCO: Foi oficializado, no fim de semana passado, o apoio do PT à candidatura do senador Armando Monteiro Neto (PTB) ao governo estadual, contra Paulo Câmara (PSB), lançado pelo governador Eduardo Campos.

RIO GRANDE DO NORTE: O presidente da Câmara Federal, Henrique Alves (PMDB), conseguiu montar um palanque poderoso em torno de sua candidatura contra Robson Faria (PSD), que terá o apoio do PT. Apesar de que quase todas as siglas de oposição a Dilma estarão com Alves, ele diz que apoiará a atual presidente no pleito nacional.

 

 

 

 

 

 


   



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