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Boletim Política e Eleições 2014 - 26 de março de 2014



Cenário político brasileiro à luz das eleições de 2014

Em ano de eleições que vão eleger o presidente da República, deputados federais, senadores, governadores e deputados estaduais, a Fiabci/Brasil, por meio de sua assessoria de Comunicação, a Máquina da Notícia, enviará, semanalmente, um breve boletim com curta análise política do cenário eleitoral brasileiro. 

Por isso, e a partir de hoje, iniciamos o encaminhamento desse informativo que, todas as quartas-feiras, dará destaque à corrida pela presidência da República, além de apontar a situação política de alguns estados brasileiros frente ao pleito deste ano. 

Esperamos que este material seja mais uma ferramenta de atualização de todos os nossos associados, cooperando para uma avaliação ponderada do momento político do País. 

É a Fiabci/Brasil cumprindo sua missão de bem informar seus associados e contribuindo para futuras tomadas de decisão. Boa leitura!
 
      


        

Quarta-feira, 26 de Março de 2014

         

 

                      

  BOLETIM “POLÍTICA E ELEIÇÕES 2014”

 

 

CENÁRIO NACIONAL

O rebaixamento da nota de crédito do Brasil pela agência Standard & Poor’s abre, além do óbvio problema de seus reflexos na economia, mais um flanco na campanha de Dilma Rousseff. As avaliações de Petrobras e Eletrobrás também caíram. A oposição vai se aproveitar desse revés do governo, que evidentemente não conta mais com a simpatia do mercado.

Para completar o quadro ruim para a candidatura do PT, a semana será marcada pela tentativa dos seguidores de Aécio Neves e Eduardo Campos de abrir uma CPI para investigar a compra pela Petrobras da refinaria em Pasadena (EUA), além de um aventado perdão de dívida da Venezuela referente à construção de refinaria em Pernambuco.

O jogo político é ligado, no caso, ao marketing: cabe à oposição questionar a imagem de gestora competente da presidente e, ao governo, minimizar os danos.

O mal-estar do mercado com a candidatura governista já fora atestado durante a semana passada na Bolsa. Um boato, falso, viu-se depois,  que apontava a queda de Dilma na pesquisa do Ibope foi responsável por um súbito e curto otimismo no pregão. No final, de novidade mesmo na pesquisa apenas a contínua queda de Marina Silva nas simulações, o que sugere dificuldades para Eduardo Campos. Marina, que oficialmente será a vice de Campos, foi testada em cenários em que eventualmente seria a cabeça de chapa.

A direção do Ibope é cautelosa sobre a possibilidade de o rebaixamento da nota do Brasil e o "imbróglio Petrobras" atingirem inevitavelmente a candidatura Dilma. O instituto entende que o eleitor comum está mais preocupado com o seu cotidiano, leia-se poder de compra e emprego. As questões macro não seriam determinantes na definição do voto. A conferir.

CORRIDA NOS ESTADOS

Mesmo com a atenção na semana voltada principalmente para o caso Petrobras, as sucessões estaduais começam a definir o quadro de candidaturas em alguns Estados.

CEARÁ: Embora o PT ainda formalmente insista, é praticamente impossível que o senador Eunício Oliveira (PMDB) abra mão de sua candidatura para apoiar a reeleição do governador Cid Gomes (PROS). O quadro que está se delineando põe os irmãos Gomes e petistas de um lado, e Eunício em outro palanque.

PARÁ: O governador Simão Jatene (PSDB) deve enfrentar Helder Barbalho (PMDB), filho do senador Jader Barbalho. O peemedebista tende a contar com o apoio do PT. Jatene corre para recuperar a imagem, depois que, em novembro do ano passado, pesquisa atestou que apenas 22% dos paraenses aprovavam sua gestão.

GOIÁS: Marconi Perillo (PSDB) caminha para tentar a reeleição contra uma oposição dividida. O PT anunciou que não aceita se coligar ao PMDB se aquele partido concorrer com Júnior Friboi. O único peemedebista que poderia ser apoiado pelo partido de Lula seria Iris Rezende, mas dá-se como certo que Junior Friboi já tem a maioria para garantir a legenda do PMDB. Nesse caso, o PT deve lançar o nome do atual prefeito de Anápolis, Antônio Gomide.

Em SÃO PAULO, Alckmin (PSDB), Skaf (PMDB) e Padilha (PT) estão centrando esforços, por enquanto, no interior. O tucano quer preservar sua base forte nas cidades fora da Grande São Paulo. Já seus dois principais concorrentes têm como tarefa superar o menor grau de conhecimento.

No RIO DE JANEIRO, a retomada forte da questão da violência vai ditar as chances do candidato do governador Sérgio Cabral, o atual vice Pezão. Em todas as aparições públicas de Cabral, Pezão posta-se ao seu lado para as tomadas de imagem. É a tentativa de tornar o peemedebista mais conhecido. Por um lado, ambos podem faturar politicamente se a nova fase de combate à violência, com a ajuda das forças federais, for bem-sucedida. Por outro, se não trouxer resultados no curto prazo, abre grandes riscos à candidatura governista.

Na eleição de MINAS GERAIS, o Palácio do Planalto continua tentando, até agora sem sucesso, o apoio do PMDB à candidatura do ex-ministro Fernando Pimentel (PT). Os peemedebistas mantêm a pré-candidatura do senador Clésio Andrade.

A           reconciliação dos aliados que se tornaram depois desafetos José Roberto Arruda (PR) e Joaquim Roriz (PRTB) marca a eleição no DISTRITO FEDERAL. Uma filha de Roriz será a vice de Arruda na tentativa de impedir a reeleição de Agnelo Queiroz (PT), governador com baixa avaliação atualmente. O senador Rodrigo Rollemberg, provável concorrente pelo PSB, pode se beneficiar de mais uma reedição do confronto entre PT e os grupos de Roriz e Arruda.

 

 

 

 

 

 

      

 



 

 




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