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Boletim Conjuntura - 25/07/2013


                                                                   

 

 Boletim Conjuntura Máquina da Notícia:

CENÁRIO MACRO
Mais uma pesquisa retrata momento delicado na avaliação da presidência Dilma Rousseff. A aprovação do governo caiu 24 pontos percentuais e atingiu 31%, segundo pesquisa encomendada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) junto ao Ibope e divulgada nesta segunda-feira. A pesquisa anterior havia sido divulgada em 19 de junho _antes, portanto, do pico das manifestações populares.
A avaliação pessoal de Dilma passou de 71% para 45%. Pela primeira vez, o contingente de entrevistas que desaprovam (49%) a presidente foi maior do que as que a aprovam. A área com pior avaliação foi, de novo, a saúde (71%), seguida por segurança pública (40%), educação (37%), combate às drogas (24%, que também tem relação com segurança pública) e combate à corrupção (21%).
A pesquisa também tem informes importantes que podem embaralhar o cenário das disputas estaduais. Foram avaliados governadores de 11 Estados. Sérgio Cabral, do Rio de Janeiro, é o pior avaliado: apenas 12% da população consideram sua gestão ótima ou boa. O governador de Pernambuco e potencial candidato a presidente, Eduardo Campos,  aparece como o mais bem avaliado, com aprovação de 56% à sua gestão. Geraldo Alckmin (SP) teve a terceira pior avaliação, com 26% de aprovação _dados paralelos divulgados hoje mostram um aumento de praticamente todas as modalidades de crimes no Estado no primeiro semestre deste ano, contribuindo para o desgaste do governador.
Os jornais hoje relatam que o encontro promovido pelo PT na noite de ontem em Salvador foi palco de um reconhecimento de que é necessária mudança. O evento marcou o primeiro encontro público de Dilma com o ex-presidente Lula desde as manifestações de junho.
A atual mandatária foi defendida por Lula, que admitiu, porém, que o PT precisa “rever sua trajetória”. Já Dilma falou que “nem tudo está sempre nos conformes”, que a população exige mais do governo e voltou a defender  pontos como a reforma política.

ECONOMIA
Governos aceleram o passo para tentar tirar do papel uma série de concessões na área de infraestrutura e movimentar a economia.  O leilão de duas rodovias (BR-262 e BR-050) deve acontecer em 18 de setembro. O custo dos financiamentos foi melhorado, embora a taxa de retorno não tenha subido (como queria a iniciativa privada). Além destas rodovias, o governo planeja leiloar a concessão de exploração dos aeroportos do Galeão (RJ) e Confins (MG), além do campo de Libra, de petróleo no pré-sal. Já o governo de São Paulo vai iniciar um processo de concessão de cinco aeroportos administrados pelo Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp). No primeiro lote destinado para a aviação executiva, estão os aeroportos de Campinas (Amarais), Jundiaí, Bragança Paulista, Itanhaém e Ubatuba.
Petroleiros da Petrobras iniciaram, na noite de ontem, uma greve de 24 horas em 39 plataformas para protestar contra uma redução de compensações de horas extras. A estimativa é que a produção seja afetada _só na plataforma da Bacia de Campos são extraídos 50 mil barris de petróleo por dia.

MANIFESTAÇÕES
A pesquisa do Ibope, divulgada hoje, mostrou que 89% dos entrevistados aprovam as manifestações populares que se espalharam pelo país desde junho. Também segundo o levantamento, a avaliação da resposta de governos e do Congresso às manifestações é considerada negativa. Este alto grau de apoio popular faz com que as manifestações continuem acontecendo, embora de maneira mais esparsa. Economistas de bancos já calculam um efeito mais prolongado na economia devido à persistência das manifestações. Agora, por exemplo, acontecem atos em Brasília e Belo Horizonte contra a “impunidade parlamentar”.

Usando como mote a visita do papa, dois jornais americanos fizeram hoje críticas às falhas de infraestrutura apresentadas pela cidade do Rio de Janeiro, vinculando os problemas de agora com a perspectiva dos grandes eventos esportivos (Copa e Olimpíada). O jornal “The New York Times” classifica a visita do papa Francisco ao Brasil como marcada por “tensões e erros”, que comprometem a imagem do país. Já o “Chicago Sun Times” questiona , com fotos de protestos de moradores da cidade: “Perdemos para isto?”. Chicago foi preterida pelo Rio como sede do Jogos Olímpicos de 2016.


 

 

 

 



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