Redes Sociais
  Home - Notícias - Newsletters

Newsletters

Boletim Conjuntura - 23/07/2013


                                                                   

 

 Boletim Conjuntura Máquina da Notícia:

CENÁRIO MACRO

 

Novos números divulgados hoje elevam o grau de preocupação sobre a economia brasileira. O Banco Central informou que o déficit em transações correntes (formado pela balança comercial, pelos serviços e pelas rendas) somou US$ 43,47 bilhões nos seis primeiros meses do ano _é o pior resultado para o primeiro semestre desde o início da série histórica, em 1997. O recorde anterior havia sido de janeiro a  junho de 2011, mas com US$ 26 bilhões.

 

O déficit equivale a 3,82% do PIB _no primeiro semestre do ano passado, havia sido de 2,28%. A estimativa é que o saldo termine o ano negativo em US$ 75 bilhões.  A piora no resultado das contas externas neste ano está relacionada, principalmente, com o fraco desempenho da balança comercial brasileira – que acumulou um déficit de cerca de US$ 3,09 bilhões no primeiro semestre. Em igual período do ano passado, foi computado um superávit de US$ 7 bilhões.

 

Os investimentos diretos estrangeiros, porém, continuam no mesmo patamar do ano passado _cerca de US$ 30 bilhões nesta primeira metade do ano.

 

O Ministério do Trabalho informou hoje que o ritmo de criação de empregos formais desacelerou 21% no primeiro semestre deste ano em comparação com os seis meses iniciais de 2012. Os veículos onlines destacam ser o  pior resultado para o período desde 2009.  Porém, é importante ressaltar, a economia brasileira criou 826 mil de novos empregos no período e o saldo segue positivo _o ritmo de contratações segue maior que o de demissões, inclusive em junho.

 

Do cenário externo, porém, veio informações importantes: o presidente chinês Xi Jinping declarou que o país tem que aprofundar as reformas e reestruturar a sua economia, buscando uma expansão guiada pelas exportações.

A possibilidade de aceleração do crescimento chinês explicaria o impulso dado a ações do setor de mineração e siderurgia na Bolsa de Valores de São Paulo hoje.

 

POLÍTICA

 

O PMDB resolveu fazer uma consulta formal a seus associados: deve ou não seguir com o apoio à presidente Dilma na eleição de 2014?

 

Um plebiscito informal será feito com os deputados federais, senadores e presidentes de diretórios regionais da legenda. A decisão de fazer a pesquisa foi tomada diante das crescentes reclamações contra o Planalto e os protestos nas ruas no mês passado. A intenção é montar uma radiografia sobre como o partido vê o atual cenário político e que rumo seguir. São 25 perguntas sobre três temas: a situação do partido no Estado para as eleições de 2014; a relação com o governo federal e as manifestações de junho.

 

O resultado desta pesquisa será levado a Dilma pelas mãos de Michel Temer, presidente da legenda e vice da República.

 

O PMDB é o partido que dá a maior sustentação para o governo no Congresso. É considerado peça importante no tabuleiro eleitoral pela organização de seus diretórios municipais _tem representação praticamente em todo o território brasileiro_ e pelo seu tempo de televisão.

 

Recentemente, vários líderes do PMDB criticaram o governo, por uma série de diferentes razões: não terem sido consultados sobre o plebiscito da reforma política, pouca representatividade na divisão dos ministérios e possibilidade de ser excluído da vaga de vice em 2014.

 

Em mais um movimento considerado de hostilidade, o presidente do Senado, Renan Calheiros, publicou artigo na página da Casa na internet dizendo que os parlamentares não estão agindo com “irresponsabilidade fiscal” ao votar e aprovar projetos que implicam maior gasto público. Segundo ele, a pressa não é inimiga da responsabilidade e as propostas aprovadas contam com dotação orçamentária. Uma das críticas feitas à gestão Dilma é justamente sobre a baixa capacidade de execução orçamentária.

 

MANIFESTAÇÕES

 

Médicos de ao menos 12 Estados paralisaram hoje o atendimento em hospitais da rede pública, em uma manifestação contra o Programa Mais Médicos e os vetos ao projeto de lei que regulamenta  a medicina (conhecido como Ato Médico). Segundo sindicato, o atendimento a casos de urgência e emergência foram mantidos. Em alguns locais, foram realizados atos públicos.

 

Por exemplo, cerca de 200 médicos se reuniram, no início da tarde, em frente à Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), na Região Leste de Belo Horizonte, em protesto contra as más condições de trabalho. Em Mato Grosso do Sul, cerca de 350 médicos se reuniram em uma passeata pela principal avenida da capital, Campo Grande. Em Goiás, o balanço do sindicato é que mais de 50% dos médicos do Estado paralisaram as atividades. Em Pernambuco, os médicos que paralisaram as atividades estiveram em ato público pela manhã em frente ao Hospital da Restauração, na capital Recife, o maior da rede pública do Estado. Os manifestantes chegaram a fazer o enterro simbólico do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Na capital da Bahia, Salvador, durante a tarde, os profissionais fazem uma feira da saúde com aferição da pressão e de glicose e expõem à população os motivos da paralisação. Estão previstas novas paralisações nos dias 30 e 31 deste mês.

 

 

 

 



Retornar
FIABCI-BRASIL - Rua Dr. Bacelar, 1.043 - Mezanino - Vila Mariana - CEP: 04026-002 - São Paulo / SP