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Boletim Conjuntura - 22/07/2013


                                                                   

 

 Boletim Conjuntura Máquina da Notícia:

 

CENÁRIO MACRO

 

Culpando a adversidade do cenário econômico mundial, o governo tornou pública hoje sua revisão orçamentária para 2013 com duas novidades: a redução na projeção de crescimento da economia brasileira no ano (era de 3,5% e passou a 3,0%) e um corte adicional de R$ 10 bilhões nos gastos públicos.

 

Os números são vistos com desconfiança. A previsão do mercado financeiro é de uma expansão do PIB na casa de 2,28%. O Banco Central prevê crescimento de 2,7%. A estimativa do governo é a mais otimista.. O “aperto” visa cumprir a meta fiscal, estabelecida em 2,3% do PIB. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que objetivo é “melhorar a qualidade do gasto público, reforçar o resultado fiscal do governo central e tornar mais claras e transparentes as medidas para atingir o resultado fiscal”. A gestão Dilma vem sofrendo sucessivas crises por ter recorrido a manobras contábeis (legais) para assegurar o cumprimento da meta de superávit primário.

 

De acordo com o Ministério do Planejamento, R$ 4,4 bilhões da verba contingenciada vêm de despesas discricionárias (não obrigatórias), que foram cortadas. Os R$ 5,6 bilhões restantes vêm da reestimativa de despesas obrigatórias, cujos valores foram revisados para baixo pela equipe econômica. Segundo o governo, investimentos e programas sociais foram poupados do corte.

 

Os cortes acontecem um dia depois da publicação de uma entrevista do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, dada ao jornal “O Estado de S.Paulo”, conclamando o governo a diminuir suas despesas, para não deixar isolado o efeito do aumento da taxa de juros no combate à inflação. O presidente do BC disse ainda que é o momento de tentar recuperar a confiança na economia, a fim de promover um novo ciclo de investimentos. No fim de semana, o PT produziu um documento (durante encontro de suas lideranças) pedindo mudanças na condução da política econômica.

 

Também hoje a Receita informou que a arrecadação federal de impostos totalizou R$ 85,683 bilhões no mês passado, o que em termos reais significa queda de 0,99% na comparação com junho de 2012, quando se desconta a inflação.

 

POLÍTICA

 

Uma eventual volta do ex-presidente Lula à disputa pelo Palácio do Planalto foi tema de uma reportagem hoje do “Financial Times”.Segundo o texto, os protestos populares, a queda da aprovação da presidente e as recentes pesquisas eleitorais “alimentam especulações” sobre a volta de Lula _apesar de Dilma continuar sendo a primeira opção do PT.

 

Já o colunista Felipe Patury (Época) revela como tem se dado a costura dentro do PT. Segundo ele, Lula mandou um recado ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha: se importasse médicos de Cuba, teria abortada sua candidatura ao governo de São Paulo (perderia apoio importante da classe médica).

 

No sábado, durante encontro de líderes e militantes do PT (no qual Dilma não compareceu), foi lida uma nota da presidente conclamando a unidade do partido. O saldo, porém, não foi positivo: documento do partido criticou a política de alianças desenvolvida pelo governo federal e cobrou o rompimento com parceiros chamados de conservadores. O texto do documento ainda pode ser modificado pela direção executiva da sigla, mas só o seu vazamento para a imprensa (foi publicado pela Folha de S.Paulo) cria um constrangimento adicional em uma relação já delicada _nas palavras do colunista Lauro Jardim (Veja), parecia impossível, mas azedou ainda mais a relação entre Executivo e Legislativo.

 

No último final de semana, uma série de notas em colunas de política sinalizaram que o presidente do PMDB (e vice-presidente da República), Michel Temer, aproveitará o recesso no Congresso para conversar com Dilma e informará a ela que um grupo influente do seu partido defende o rompimento imediato com o Planalto e o apoio à candidatura do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB).

 

MANIFESTAÇÕES

 

Nesta segunda-feira – marcada pela chegada do Papa Francisco ao Brasil – foram registradas manifestações em ao menos 10 Estados. Uma das principais está marcada para as 18h hoje, no Palácio Guanabara, sede do governo do Rio, e vocaliza os descontentes com os gastos públicos de R$ 118 milhões para a vinda do pontífice para o Brasil. Os manifestantes já estão concentrados no Largo do Machado, gritam palavras de ordem contra o governador Sérgio Cabral e seguram cartazes pedindo mais verbas para educação e saúde. Não há estimativa de quantas pessoas estão presentes (9.000 haviam confirmado participação pela página convocatória do ato na internet). Eles estão divididos em três grupos: um com bandeiras de partidos de esquerda, outro ligado a estudantes universitários e o terceiro formado por pessoas sem ligações partidárias ou a entidades estudantis. Todo o perímetro do palácio foi isolado. Várias manifestações estão marcadas para o período de estadia do papa no Brasil.

 

  

 

 

 



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