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Boletim Conjuntura -18/07/2013


                                                                   

 

 Boletim Conjuntura Máquina da Notícia:

CENÁRIO MACRO
Contrariando as declarações otimistas da presidente Dilma Rousseff ontem, o Banco Central divulgou documento hoje diagnosticando que a inflação está “elevada, dispersa e resistente”. Agregou ainda a informação de que os efeitos da depreciação cambial “podem e devem” ser limitados pela política monetária. Os dados constam da ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e ampliam o entendimento de que uma nova rodada de elevação na taxa de juros deve estar caminho, para esfriar o nível de consumo, reprimir a demanda e tentar conter a inflação.
O BC citou pela primeira vez o declínio na confiança de famílias e empresas como um fator de risco para a economia. Não explicitou a causa, mas a reunião aconteceu após as manifestações e os protestos de junho.
Em mais um movimento para mostrar compromisso com a meta fiscal, o ministro Guido Mantega (Fazenda) afirmou que não haverá espaço orçamentário para nenhum corte de impostos. As desonerações de setores ligados ao consumo eram uma das principais alavancas do governo Dilma para tentar induzir a economia ao crescimento. Agora, pararam. O governo tenta perpassar a imagem que tem controle sobre as três principais despesas orçamentárias (previdência, folha de pagamento dos servidores e pagamento dos juros da dívida pública), ao mesmo tempo em que prepara um corte de despesas de cerca de R$ 12 bilhões.

POLÍTICA
No último dia de funcionamento pleno do Congresso, antes do “recesso branco”, repercutiram bastante as declarações do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, que, em entrevista à Folha de S.Paulo, propôs a redução de até 15 ministérios (quase 40%) no governo Dilma Rousseff.
Suas declarações foram entendidas como um recado para o governo, em duas frentes. A primeira: a de que o Congresso não aceitará ficar com o ônus de ter “sepultado” a reforma política e não atendido os pedidos das manifestações populares _e, para isso, é importante que todos saibam que o Executivo também pode fazer a sua parte. A segunda é um recado público do descontentamento do PMDB: uma vez que não manda de fato nos ministérios, é irrelevante estar à frente deles.
Coube à ministra Ideli Salvatti dar uma resposta institucional à entrevista: "Eu não consigo vislumbrar nenhuma modificação na estrutura de governo feito pela presidente Dilma. Eu quero inclusive avaliar, quero perguntar melhor para o PMDB em que consiste essa proposta", disse a ministra, que é a responsável oficial pela articulação política do governo com o Congresso.

MANIFESTAÇÕES
Depois de um começo de semana mais morno em todo o país, nova onda de protestos ocorre desde a noite de ontem, tendo em alguns casos relatos de violência.
Ontem a noite, manifestantes contrários ao governador Sérgio Cabral participaram de confronto com a policia e promoveram tumulto que destruiu lojas (e outros estabelecimentos) e propriedades particulares no Leblon, zona nobre do Rio de Janeiro. Hoje, duas reuniões de emergência foram convocadas para tratar do assunto. As autoridades demonstram preocupação com a escalada das manifestações, uma vez que a cidade receberá o papa daqui a quatro dias.
Um grupo que ocupava a Câmara Municipal de Natal desde a manhã de hoje deixou o pátio da Casa após confronto com a Guarda Municipal. Os policiais utilizaram spray de pimenta e fizeram disparos para dispersar o movimento. Os manifestantes atiraram pedras e depredaram um dos portões da Câmara; depois, permanecem protestando em frente ao prédio. Uma pessoa foi presa pela Guarda Municipal e será levada para a delegacia. O protesto pedia a suspensão das discussões públicas sobre os projetos de transporte coletivo.
Ativistas de diferentes grupos protestaram na manhã de hoje , no centro de Fortaleza. No momento dos protestos, a presidente Dilma inaugurava uma estação de metrô. Cerca de 500 pessoas participaram pacificamente do protesto, que terminou sem tumultos. Entre os manifestantes estavam as categorias de médicos, bombeiros, policiais militares, policiais ferroviários federais, evangélicos, fuzileiros navais e indígenas. A Tropa de Choque foi chamada ao local para bloquear a entrada depois que um grupo tentou derrubar as grades de proteção para o evento fechado para convidados.

Ainda em Fortaleza e também em Goiânia, foram registrados novos protestos liderados por médicos e estudantes de medicina contra a importação de médicos estrangeiros.
O Ministério dos Esportes sentiu o golpe e se defendeu das críticas feitas pelo presidente da Fifa, Joseph Blatter. A uma agência de notícias, Blatter disse que a escolha do Brasil para sede da Copa-2014 pode ter sido um erro, em decorrência dos protestos registrados no país. Em nota, o ministério rebateu a acusação, lembrando que o país vive uma democracia e, portanto, respeita o direito de livre manifestação.



 

 

 

 



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