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Boletim Conjuntura -17/07/2013


                                                                   

 

 Boletim Conjuntura Máquina da Notícia:

CENÁRIO MACRO

No momento, as melhores notícias para a economia brasileira parecem vir de fora do País. Hoje, o presidente do Federal Reserve, o banco central norte-americano, Ben Bernanke, falou no Congresso e destacou que o processo de redução dos estímulos acontecerá de acordo com a melhora da economia americana. Hoje, as compras mensais de ativos somam US$ 85 bilhões. A sinalização serviu para fortalecer as moedas emergentes _no mercado doméstico, o dólar comercial fechou em queda de 1,2%, cotado a R$ 2,2270.

No campo doméstico, a AEB (Associações de Comércio Exterior do Brasil) revisou para baixo suas estimativas de desempenho das exportações e saldo comercial em 2013. A previsão agora é de um déficit de US$ 2 bilhões _inicialmente, previa-se um saldo positivo de US$ 14,6 bilhões.

A estimativa pior é resultado de uma diminuição de cerca de US$ 9 bilhões na projeção das exportações (que deve fechar o ano em US$ 230,5 bilhões) e um aumento na perspectiva das importações, que devem alcançar US$ 232,5 bilhões. Se confirmada essa previsão, seria o pior saldo da balança comercial desde 1998.

A redução nas exportações se explicaria pela redução dos preços das commodities e do volume de petróleo, óleos combustíveis, milho e algodão. Já as importações seriam impulsionadas principalmente pelas mudanças nos registros de compras de combustíveis feitas pela Petrobras.

Hoje, a presidente Dilma Rousseff participou de uma reunião com o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. Seu discurso focou em transmitir a mensagem de que a inflação irá ficar dentro da meta _cujo teto é de 6,5% ao ano. Segundo a presidente, há um “ambiente de pessimismo” que não é bom para o Brasil. Ela disse que não há descontrole de despesas públicas.

POLÍTICA

O deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) disse hoje que as propostas debatidas na chamada “reforma política” só valerão para 2018. A reforma foi a ideia trabalhada pelo Palácio do Planalto para tentar atender aos pedidos de mudança expressos nas manifestações de junho. Idealizada como um plebiscito, a ser colocado na rua ainda neste ano, pretendia modificar pontos importantes para a eleição de 2014. No Congresso, porém, não vingou a ideia de um plebiscito, muito menos para já e menos ainda que mudasse o “status quo” da próxima eleição.

O petista foi oficializado como coordenador do grupo de trabalho, que terá 90 dias para elaborar o projeto que pode mexer nas campanhas, na maneira de votar, na forma de representação e na atuação política dos eleitos dentro do Congresso.

O Congresso entra em “recesso branco” amanhã. Após votar uma série de medidas pretensamente populares (enterro da PEC 37, por exemplo), os parlamentares voltaram a sofrer desgaste político com o uso de aviões da FAB por razões particulares e pelo corporativismo ao lidar com a reforma política.

A presidente Dilma Rousseff afirmou hoje que convocará uma reunião com gestores públicos e prestadores de serviços de transporte para discutir a planilha de cálculo das tarifas do transporte público.

MANIFESTAÇÕES

Os protestos populares durante a Copa das Confederações deixaram uma dúvida na cabeça dos dirigentes da Fifa: em entrevista divulgada pela agência alemã DPA, e reproduzida pela americana AP, nesta quarta-feira, o presidente Joseph Blatter afirmou que a entidade pode ter errado na escolha do Brasil como anfitrião da Copa do Mundo de 2014 caso as manifestações se repitam no ano que vem.

A declaração visa colocar pressão política no governo, para evitar uma repetição das cenas vividas durante a Copa das Confederações, em junho.

Um dia após a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) alertar que manifestações podem ser “fonte de ameaça” à Jornada Mundial da Juventude, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, afirmou que quem irá fazer a “segurança” do Papa Francisco é o “povo brasileiro". Para Carvalho, mesmo que ocorram protestos, como os que se multiplicaram pelo país durante a Copa das Confederações, em junho, o pontífice saberá “entender” a expressão popular.

 

 

 

 

 

 



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