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Boletim Conjuntura -16/07/2013


Como todos os brasileiros, temos acompanhado com extrema atenção os movimentos mais recentes de manifestação popular e também a forma como as autoridades têm reagido a essa nova realidade.
Não restam dúvidas de que o poder público e, de maneira mais ampla, toda a sociedade foi pega de surpresa pela magnitude das manifestações e pelo alcance do descontentamento.
Exatamente por isso, a assessoria de comunicação da Fiabci, a Máquina da Notícia, enviará diariamente uma análise da conjuntura política e econômica do Brasil de hoje, que muda tão rápido. Esperamos que o material ajude os associados da entidade, em grande parte líderes e tomadores de decisões, a filtrar informações com mais qualidade e dar mais subsídios para uma avaliação ponderada da realidade do país.
Enquanto esta análise diária perdurar, a Fiabci/Brasil irá repassá-la a seus membros, cumprindo assim com sua missão de bem informar seus associados.

Segue a análise de hoje:

CENÁRIO MACRO

Na esteira de pesquisas do Ibope, Sensus e Datafolha, o instituto MDA divulgou hoje um levantamento que mostra queda acentuada da popularidade da presidente Dilma Rousseff e um cenário que indica, no momento, tendência de que a eleição presidencial de 2014 vá a segundo turno. A avaliação positiva do governo da presidente Dilma Rousseff caiu de 54,2%, em 11 de junho, para 31,3% nesta terça-feira. Na hipótese que vem sido apontada como provável para a corrida presidencial, Dilma teria 33,4% dos votos, seguida por Marina Silva (20,7%), Aécio Neves (15,2%) e Eduardo Campos (7,4%).

Uma análise detalhada da pesquisa, feita a pedido da CNT (Confederação Nacional dos Transportes), mostra que nem o arrefecimento das manifestações ou a “agenda positiva” colocada na rua pelo governo foram suficientes para diminuir o desgaste de imagem da gestão federal.

O ex-presidente Lula rompeu o silêncio e, para a revista “Brasileiros” que chega nos próximos dias às bancas, afastou a possibilidade de se candidatar novamente à Presidência, afirmou que será “cabo eleitoral” de Dilma Rousseff e disse acreditar que dificilmente haverá mudanças profundas na política, pois o Congresso não parece estar “disposto a modificar muitas coisas”.

O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, confirmou hoje que será instalado um grupo de trabalho para discutir um projeto de reforma política a ser votado no segundo semestre. O deputado petista Cândido Vaccarezza foi convidado para o cargo _a discussão será sobre forma de financiamento de campanha, tipo de votação, nova regulamentação para suplência, coligações partidárias e voto secreto. Vaccarezza é tido menos apegado à defesa dos ideais do PT e com perfil mais negociador, o que sugere que conseguiria criar ambiente para uma reforma que passe no Congresso.

ECONOMIA

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) caiu 4,9 pontos e chegou a 49,9 pontos em julho, menor patamar desde abril de 2009, quando o Brasil enfrentava os efeitos da crise financeira internacional. O indicador varia de zero a cem pontos e leituras abaixo de 50 indicam pessimismo. Em junho, o indicador era de 54,8 pontos, de acordo com pesquisa divulgada nesta terça-feira. Em julho do ano passado, estava em 54,5 pontos. Sua média histórica é de 58,8 pontos. O índice de julho, portanto, está bem abaixo desse patamar.

Já a CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) divulgou hoje que o percentual de famílias brasileiras com dívidas subiu para 65,2% em julho _aumento de 2,2 pontos percentuais em um mês. Foi o segundo maior resultado da série, iniciada em 2010.

Temendo por um lado mandar a mensagem que é leniente com o aumento da inflação, mas por outro com riscos de comprimir a economia, o governo estuda qual é o tamanho real do ajuste fiscal que pretende fazer neste semestre. Inicialmente falava-se em um corte de gastos entre R$ 15 bilhões e R$ 20 bilhões, mas essa perspectiva foi reduzida para R$ 12 bilhões.

MANIFESTAÇÕES

A pesquisa MDA também fez perguntas aos entrevistados sobre as manifestações do mês passado. De acordo com o levantamento, 84,3% aprovam os protestos, contra 13,9% que desaprovam. Pela pesquisa, a maioria dos participantes das manifestações tomou conhecimento dos movimentos pelo Facebook (60,7), outros 38,5% souberam por sites de notícia.

Segundo o G1, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) avalia que as manifestações de grupos de pressão configuram uma “fonte de ameaça” à Jornada Mundial da Juventude, evento que reunirá milhares de jovens católicos de vários lugares do mundo, no Rio de Janeiro, na semana que vem.

A Abin listou seis fontes de ameaça: incidentes de trânsito, crime organizado, organizações terroristas, movimentos reivindicatórios, grupos de pressão e criminalidade comum.

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, afirmou nesta terça-feira que a mobilização de cerca de 1,5 milhões de pessoas durante os três dias dos principais atos exigirá uma operação logística e de segurança similar às feitas durante o Carnaval.

Cerca de 6.000 agentes federais fizeram um protesto hoje em Brasília por melhores condições para os trabalhadores da PF.

Agora, no fim da tarde, entidades médicas promovem uma nova mobilização contra a proposta do governo federal de enviar médicos estrangeiros para trabalhar em comunidades do interior e periferias das grandes cidades sem precisar passar pelo exame de revalidação do diploma. Segundo o portal Terra, o protesto está sendo realizado em ao menos 12 Estados.

 

 



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