Há mais de 30 anos atuando no ramo imobiliário, Amary tem planos para fortalecer ações da gestão anterior e ampliar a malha de atuação da entidade em todo o país.
Qual sua trajetória e formação no setor habitacional?
Sou formado em Administração de Empresa e Pós-Graduado em Economia pela FGV-SP. E possuo uma longa trajetória pelo setor imobiliário. Fui presidente do Secovi-SP e da Associação das Empresas de Loteamento e Desenvolvimento Urbano (Alelo) e, atualmente, estou como vice-presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, vice-presidente da Confederação do Imobiliário dos Países de Língua Portuguesa e diretor titular adjunto do Deconcic/Fiesp. Recentemente, também tive a oportunidade de atuar como secretário da Habitação do Estado de São Paulo, durante a gestão de João Doria.
Como foi estar à frente de uma pasta tão importante para o funcionamento do país? Quais ensinamentos e repertório adquiriu com essa experiência?
No tempo que trabalhei junto ao governo aprimorei meu olhar sob a importância de valorizar projetos que apresentem melhores condições habitacionais e, consequentemente, mais qualidade de vida para a população.
Quero somar essa visão aos meus conhecimentos empresariais e trazer esse engajamento para os principais responsáveis e nomes do setor.
Como pretende colocar esse plano em prática?
O primeiro passo é dar continuidade aos valiosos trabalhos já realizados e agregar iniciativas para que essa importante instituição permaneça e seja cada vez mais reconhecida por todos.
Para isso, é de suma importância trabalharmos para ampliar a malha de associados à FIABCI-BRASIL por todas as regiões do país. Só assim conseguiremos promover ações e políticas concisas que atendam às necessidades habitacionais da população do mercado como um todo.
Além de aumentar o número de associados, quais outras estratégias destacar para que o setor cresça e continue sendo um dos principais alicerces da economia brasileira?
Criar diálogos institucionais com os poderes constituídos e buscar o desenvolvimento de programas e a formulação de leis que possibilitem ofertar habitação, inclusão social e emprego para as famílias brasileiras também devem ser um dos principais focos da federação.
As gestões anteriores são marcadas por grandes acontecimentos e pela bem-sucedida missão de fazer a ponte entre a atividade imobiliária nacional e a internacional. Porém, como está no DNA do empreendedor, desafios não nos assustam. Ao contrário, estimulam. Fazem com que busquemos mais conhecimento, aprimoramento e desenvolvimento pessoal, empresarial e institucional, tendo como foco uma causa justa: garantir que nosso setor trabalhe permanentemente pelo desenvolvimento social e econômico.